Marcas

MARCAS - fabricantes e seus modelos 



carta patente abaixo é referente, a primeira máquina de escrever em sua concepção definitiva como invento de escrever mecanicamente. Sem dúvida, incentivou também uma nova concepção de mecanização nos escritórios, ironicamente designados como "oficina", lembrando a terminologia latina "officium". 

O passar do tempo, permitiu ser inseridas no meio: calculadoras, somadoras, contábeis, outras máquinas e instrumentos para facilitar a vida organizacional nos antigos ambientes de bens, serviços e produção humana, ou seja, fazer a escrituração da vida regular numa sociedade composta num Estado. Aqui editamos essa evolução tecnologia até os portais informáticos, realizado apenas por empresas e seus empreendedores. Abaixo, fac-simile da patente da primeira máquina de escrever em seu padrão definitivo, ou seja, a invenção da typewriter


As máquinas de escrever (vide ABAS HISTORIOGRAFIA, Cronologia da máquina de escrever) pertencem a um gênero de invenção humana, aonde as tentativas e imaginação de se atingir um modelo padrão, levou mais de um século. 

Só foi possível, sair do modelo artesanal e entrar no fabrico industrial, graças à insistência de Christopher Lathan Sholes e seus constantes parceiros, citado na patente acima e, outros dedicados inventivos profissionais que percorreram o mesmo caminho. 
 Estes primitivos modelos, ainda muito experimentais foram protótipos das futuras typewriter
Desse passo em diante, ou seja, da saída do "artesanal" e limitada capacidade produtiva, para a produção manufatureira,  três itens passarão a compor definitivamente o mercado mecanográfico, o mesmo de todos os demais produtos, ligados à atividade manufatureira. Foram os seguintes passos:
Fabricantes:
O fabricante é quem fabrica ou dirige a fabricação; quem arranja, organiza, inventa.
Marcas:
Marca vêm do germânico “marka”, ou seja, é a ação ou efeito que individualiza um produto, aquilo designa sua origem, mencionando seu fabricante, localidade aonde foi feito ou manufaturado. Enfim, marcar um produto por sua individualidade.
Modelos:
O modelo vêm do italiano “modello”, ou seja, é o desenho ou imagem que representa ou pretende reproduzir algo, desenhando, pintando, esculpindo, ou seja, modelando seu formato e suas características. Um artigo manufaturado, com características específicas e tudo que serve para ser imitado.

Nas máquinas mecanográficas... 
Nas máquinas mecanográficas as três definições estão muito claras. Como produtos manufaturados, os equipamentos trouxeram desde a Revolução Industrial, a exemplificação detalhada em cada produto.

Um outro aspecto interessante, vêm sobre a permissão de patentes, ( ao lado esquerdo, patente obtida em 1852, por Jones Pratt) obtidas através de escritórios governamentais  credenciados que garantem ao inventor o efetivo lucro  intelectual. 

Nas máquinas de escrever, projetadas com inúmeras diferenciações dos movimentos, tão necessários para produzir as ações de diversos mecanismos, sem imitar o concorrente. É crime de cópia, fazer uma operação idêntica.

As máquinas de escrever em especial, desde sua origem, quando da intenção de se construí-la  "como uma gráfica pessoal", não tinham nenhuma base de comparação com outro produto similar. Os projetos partiam do zero até um padrão, que passou a ser similar, mas sem permissão de ser copiado.

Daí as soluções mecânicas se sucederam progressivamente e inúmeros princípios e conceitos formularam enfim uma máquina para escrever. Aquelas máquinas de escrever ou as demais que iam entrando nesse mercado, se viram obregados a inventar processos para um mesmo fim.
Década de 1860
No decorrer desta década, nos Estados Unidos e em alguns países europeus, se destacava o interesse de se chegar a “um aparelho de escrita mecanizado”, como relatado na Aba Historiografia.
Neste ano, a revista “Scientific American” publicou artigo averbando necessidade de uma máquina de pequeno porte, que economiza-se o trabalho da escrita, com letra legível, de fácil compreensão, sob o título:

“Who Wiil invent a writing machine?” (“ Quem irá inventar a máquina de escrever?”)

Mesmo com o lançamento de uma máquina mais aperfeiçoada, a máquina de Sholes e outros, fabricadas pela Remington, como foi citado, havia inúmeros inconvenientes: 

quem operava a máquina,  não via o que estava escrito;
- para ver o texto impresso, teria que levantar o conjunto do cilindro;
- outra opção, esperar datilografar algumas linhas para ter visão do que fora impresso;
- as letras das barras de escrita encavalavam, dificultando o processo datilográfico;
- enfim carecia de melhorias, para ser aceita como facilitadora de escrita;

Surgiu um forte concorrente da caneta: a máquina de escrever chegou ao ponto de ser combatida e ridicularizada, em revistas e jornais da época, na tentativa de impedir seu avanço, dificultando e desencorajando suas vendas.

Havia ainda, os fabricantes de material para a escrita: tinta, penas, mata borrões, tinteiros, canetas,  acessórios, diversos tipos de papéis e outros da escrita manual, como detentores de interesses particulares e ativos, naquele período de prevalência da escrita manual.

A máquina se tornará uma ameaça social, causaria desemprego para escreventes, guarda-livros e conferentes, entre outros e, diversos profissionais que laboravam neste setor. A rejeição pela máquina de escrever esteve presente do final do século XIX ao início do século XX.

As máquinas mecanográficas, em particular as de escrever, precisaram passar por centenas de mudanças, cada qual com sua própria patente, concedidas mesmo por um simples detalhe mecânico. Tudo para torná-la um equipamento indispensável.

Entre as inventividades na máquina de escrever, poderemos citar :

- a melhora do andamento do aparelho de fita;
- do modo de impostar uma tecla para acionar o tipo com o caracter e seu retorno mais veloz;
- o elemento eleva-fita,  por onde a fita anda para permitir a batida no cilindro;
- o movimento do carro precisou de uma série de alterações para mantê-lo fixo, correndo em velocidade sincronizada;
- melhorou a caixa de corda que movimenta o carro ao datilografar;
- constante e melhora generalizada, possibilitou melhor alinhamento, melhor escrita de um texto ou documento e mais suavidade do equipamento ao dedilhar os caracteres;

Além de uma conjunção de centena de detalhes técnicos aperfeiçoados através do tempo, inclusive no uso dos novos materiais, da tempera dos metais e outros empregados na fabricação, houve ainda, a insistência na propaganda para vencer as barreiras de rejeição, de um novo produto, desacreditado por longo tempo.

Por fim, as máquinas de escrever abriram as portas da mecanografia. Os pedidos destas passavam de cerca de 100 máquinas ao dia, vindo de representantes de vários estados americanos e até de outros países. Abaixo, dois modelos restaurados pela TECLAS.
As novas fábricas aumentaram suas instalações, em breve tempo foram obrigadas a construir novas fábricas. As máquinas de escrever atingiram largamente todos os setores. Revolucionaram o mundo dos negócios, já eram vistas em todas as repartições públicas, no setor privado eram indispensáveis nos escritórios de fábricas, lojas e também no uso doméstico, entre profissionais liberais e escritores, criando um novo e pujante  mercado de trabalho.

Ao se chegar num modelo padrão, todas as demais produções, seguiram está trilha. Surgiram concorrentes, o mercado ganhou diversidades, variedades e novas perspectivas. O cliente escolheu os produtos mais interessantes, confiáveis e práticos. Estes venceram...

É importante destacar: o princípio utilizado para as máquinas de escrever, continuam nos equipamentos mais atuais, como o próprio computador. Mudou só o meio.

Foi necessário para se atingir um patamar sentado:
um teclado para buscar os caracteres contíguos; 
- um padrão de impressão legível e durável desses caracteres; 
- um meio portátil de carregar o documental impresso; 
Remington
Muito antes das máquinas escrever...
Neste ano, surge a Remington Arms Company, Inc.  empresa americana destinada a produção de armamentos (foto abaixo) fundada por  Eliphalet Remington II, na cidade de Ilion, Nova York

O pai de Eliphalet era ferreiro, mandou o filho visitar um fabricante conhecido de barris de arma, a fim comprar um, para observar a técnica de fabricação. No retorno para casa paterna, ele conseguiu com sucesso forjar o barril, num modelo projetado de rifle, para uso de si mesmo.

As comunidades agrícolas da sua região, eram famosas por suas habilidades e auto-suficiência, utilizando métodos artesanais para o fito de fornecer certos produtos para uso doméstico, inclusive usufruindo lucros com venda de peças para os interessados. Os moradores locais, muitas vezes construíram seus próprios rifles, economizando custos.

Eliphalet Remington ansiava expandir negócios com a produção de barris de armas. O método de fabricar armas era a quente, enrolando longas barras de ferro plano, em torno de uma haste de metal do tamanho desejado. Ao aquecer e martelar as barras em torno da haste central, esse barril de metal tornava-se um cilindro sólido, do qual a haste era extraída.

No outono do mesmo ano, Eliphalet Remington (foto ao lado) participou de um concurso de tiro, quando terminou foi o segundo lugar, porém sua arma impressionou os demais atiradores. Recebeu muitos pedidos e entrou oficialmente no ramo de negócios de armamentos.
Fábrica da Remington And Sons
1828
Remington mudou-se para a vizinha Ilion, New York, aonde atualmente existe uma planta moderna de armas.

Até o presente, é a mais antiga fábrica de produto original, em continuidade operacional da América do Norte. É a maior produtora norte-americana de espingardas e rifles e ainda produz outras armas de fogo e munições. Tem seus produtos distribuídos em mais de 60 países.
1865 -  Neste ano, torna-se uma corporação.


Uma máquina apresentável, rápida, de fácil manuseio, ingredientes combinados a um produto que o mercado interessou-se, fez dela - a primeira máquina de escrever - a ser aceita. Consequentemente, com vendas significativas a máquina de Sholes e seus parceiros de invenção obterem a carta patente acima. Eles procuraram a fábrica de armamentos  E. Remington and Sons.

1873 
Finalmente, incapaz de comercializar a sua invenção, Sholes tomou a decisão que alterou radicalmente o  rumo da máquina de escrever no âmbito mundial. Até o presente, as máquinas de escrever eram montadas de modo “artesanal”, com pequena e limitada produção, impraticável para obter lucratividade, incapaz de atingir um público de massa, de desenvolver-se como equipamento, para auxiliar as organizações despontadas com a Revolução Industrial. Não poderemos jamais separar a evolução das máquinas de escrever da Revolução Industrial.

Uma das cartas datilografadas foi destinada à “Remington And Sons”, fabricante de armas, instrumentos agrícolas e máquinas de costuras. O executivo dessa tradicional fabricante de armas, Henry H. Bento, interessou-se pela proposta. Levou a novidade para o presidente da empresa, Philo Remington, filho do fundador Eliphalet Remington. Assim a “typewriter” chegou as portas da Remington.

James Densmore, se incumbiu de levar uma máquina até Ilion, Nova Iorque, para apresentar aos “Remingtons”.

Após algumas reuniões, em 1º de março de 1873, assinam contrato de simples fabricação pela Remington de mil máquinas de escrever, com opção de produzir outras 24 mil. A fabricante receberia pelo acordo, US$10.000 + royalties.  

A PRIMEIRA FABRICAÇÃO EM SÉRIE
Para começar a fabricação deste primeiro modelo, a Remington separou uma ala e escolheu dois profissionais, Jefferson Clough e William K. Jenne, para supervisionar todo o processo desse novo e inédito produto, na divisão de máquinas de costura. 
Acima o modelo floral de 1874 todo fechado
A produção requereu vários meses, a fim de reequipar as máquinas da fábrica e mecanismos de manufatura, redesenhar a invenção de Christopher Lathan Sholes, o modelo “Sholes & Glidden Typewriter” e torná-lo  mais resistente, prática e confiável.

Manteve-se a postura do teclado QWERTY. Trocado “as teclas de piano” por botões de anel circular com quatro fileiras inclinadas; imprimindo somente letras maiúsculas; introduziu-se a base da máquina de costura para apoiar o equipamento; pedal para o retorno do carro e o espaço vertical do entrelinhas; desenhos florais decorando a ornamentação das tampas, pintura envernizada, tradicional preta, das máquinas de costura. 

Enfim, ganhou aspectos de máquina de costura, "toda fechado e embelezada por desenhos florais" daí a imagem ter sido associado a figura feminina. Quanto aos aspectos de “máquina de costura”, era inexistente um outro padrão, para derivar de modelo, de algo tão inusitado, insólito.
1874
A produção começou em setembro de 1873 e a novidade de escrever, lançada no mercado em 1° de Julho de 1874. Os testes foram insuficientes, quer pela novidade, desconhecimento da aceitação, uso do produto e o fator da qualidade do produto.

Até dezembro de 1874, somente 400 máquinas foram vendidas. Seu preço era elevado, cerca de US$125, correspondendo a renda média anual por pessoa, naquela época. Valor impraticável para vendas volumosas.

Os primeiros modelos vendidos, retornaram para verificações, ajustes, reparos e troca de peças. Isto se traduziu em primeira mão, na pouca confiabilidade no equipamento. Em conseqüência disso, empresas, autores, clérigos, advogados e editores de jornais, que eram os pretensos clientes, demoraram para adotar a máquina de escrever, como um equipamento viável.
Os indivíduos, particulares e pequenos estabelecimentos, não escreviam o suficiente para justificar a compra de algo tão oneroso.

Uma dessas exceções foi, o escritor Mark Twain, um dos primeiros a comprar uma máquina de escrever, tratada por este como uma curiosidade.
1876
A máquina de escrever modelo “Sholes & Glidden Typewriter”, foi exibida na Exposição do Centenário em 1876. Nessa exposição industrial, foi lançado o telefone de Alexander Graham Bell. Teve na figura de D. Pedro II, Imperador do Brasil, o seu melhor patrocinador. A máquina de escrever não despertou interesse público.

Christopher Lathan Sholes continuou em busca de melhorar e aperfeiçoar a máquina de escrever, agora com a ajuda de seus dois filhos, compartilhando cada sucesso dos resultados com a Remington. Recebeu sua última patente da máquina de escrever em 1878.

Sholes teve em toda a sua vida, uma constituição delicada. Desenvolveu tuberculose em 1881, morrendo nove anos depois, em 17 de Fevereiro de 1890, em Milwaukee, a cidade destacada por seu invento, a máquina de escrever. Glidden manteve um décimo do direito da patente.
1878
O aperfeiçoamento da máquina de escrever exigiu várias melhorias, novo formato. O pedal da máquina de costura, foi substituído por uma alavanca acionada pela mão.

Em 1877, a venda girou em torno de 4.000 máquinas. No ano de 1878, a Remington passou o marketing para E. & T. Fairbanks & Company, porém produziu apenas, vendas fracas e insignificantes, para produção em larga escala, como as armas vendidas pela Remington.

No mesmo ano, foi lançada a Remington n° 2 com modificações significativas: introdução do sistema de maiúsculas/minúsculas; cada barra de tipo passou a ter um tipo com dois caracteres, um para imprimir maiúsculos e outro para minúsculos. Isso incluiu os números e sinais através da tecla “SHIFT”. Na posição normal, apareciam as letras minúsculas e ao abaixar a shift se imprimia as maiúsculas. Padrão prático, adotado definitivamente para todos os futuros equipamentos.



No modelo anterior - todo fechado, não se via o que era datilografado - uma característica das máquinas de costura que só aparecem a agulha nas costuras.

O conceito da Remington N2 (n° 2) apresentava um equipamento aberto, bem acabado, cromados e pintura em destaque, com visual de todo histórico que estava sendo datilografado.



1881/1890
Remington manteve o monopólio como única fabricante, até 1881 quando foram vendidas 1.200 máquinas; 1882, foram vendidas 2.300 máquinas1885, foram 5.000 e em 1890, vendidas 20.000 máquinas. Ou seja, quase 20 vezes da quantidade inicial, e nos últimos cinco anos quadruplicou. 

Aos poucos as máquinas de escrever foram sendo absorvidas e utilizadas em larga escala. Vinham pedidos em média de 100 máquinas ao dia, de representantes de vários estados americanos e de outros países.
1886
Neste ano, a E. Remington and Sons vendeu seu negócio de máquina de escrever para Manufacturing Company, Inc., incluindo direitos de uso do nome Remington já como marca forte em mecanografia. Os compradores do negócio foram: Harry H. Bento, William O. Wyckoff  e Clarence Seamanstodos envolvidos, conhecedores deste inovador equipamento e trabalhavam para os Remington.
1888
Neste ano em 7 de março, a fábrica Remington de propriedade de E. Remington & Sons deixou de ser posse da família. Vendida para novos proprietários, foi comprada por Marcus Hartley and Partners, uma cadeia de artigos esportivos, também pertencente à empresa de cartuchos “União Metallic” de Bridgeport, Connecticut. Hartley e Graham da New YorkNew York e Winchester Repeating Arms Company de New Haven, Connecticut. Nessa ocasião, o nome foi oficialmente mudado para a Remington Arms Company.
1867 a 1900
Neste período de 133 anos, a Remington foi um dos mais bem sucedidos fabricantes e comerciantes de armas no mundo, seja internamente ou através da exportação dos rifles Remington Rolling Block, de grande calibre e cartuchos de tinta preta em pó. Seus armamentos vendidos aos milhões ao mundo, incluindo os países: França, Egito, Dinamarca, Noruega, Suécia, Bélgica, Argentina, México e Estados Pontifícios

A marca REMINGTON, sobrenome familiar continuou confundida como definição nominal para máquinas de escrever, principalmente no Brasil pelas Escolas de Datilografia Remington, quer seja por ter fabricado os primeiros modelos, originários do formato e padrão deste equipamento, ou mesmo, por ter como indústria fabricado outros modelos, com outros nomes e marcas, sendo vários inventores vinculados a primeira experiência deste equipamento "complexo simplificado".
1889 -Desenho do protótipo da máquina escrever, ainda sem teclado QWERT.
A E. Remington and Sons ao vender seu centenário negócio, permitiu a inclusão de direitos de uso do nome Remington já como marca forte em mecanografia, como veremos passou por quatro grupos. Para a Remington, esse novo produto em sua linha natural nada representava, os armamentos sempre foram a linha forte e rentável de seus produtos até nossos dias.


A empresa compradora, cujo "cartaz" acima reafirma,  passou a chamar-se:
"Remington Typewriter Company"

1890 a 1920
Nesse período, o mercado envolvendo a fabricação e o comércio de máquinas mecanográficas, aumentava intensamente. Com ele, a necessidade de mão de obra qualificada dentro e fora das fábricas, porque em verdade, existia a carência por novidades, por equipamentos organizacionais no novo mundo, na qual nascia a eletrificação das cidades, os veículos motorizados encurtando as distâncias, os meios de comunicação trazidos pelo rádio, o cinema, os jornais e revistas divulgando informações.  

O emprego crescia nas cidades e com ela a necessidade de abastecer as cidades com mercadorias. O mercado demandava, cada dia por novos operadores, cada vez ansiava por novos equipamentos. Para atender centenas de interessados, compor o quadro de trabalho das empresas, surgiram os núcleos de aprendizagem e operação de máquinas, e entre estás as “escolas de datilografia”, para aprender e treinar no uso e rapidez das máquinas de escrever, como também das calculadoras e somadoras.


Principalmente, a figura feminina, foi requisitada para trabalhar em funções, até então executadas somente por homens. Escritórios das mais diversas empresas, salas de redações, cartórios, repartições em geral, desejavam fazer uso da máquina de escrever. Quem operava, eram as mulheres – não só por serem mulheres -  mas principalmente, pela falta de mãos de obra humana, em geral.

Elas tinham um emprego garantido, tal como traçar paralelo do princípio dos computadores, quando eram imprescindíveis quem conhecesse a linguagem básica dos programas iniciais informáticos. O cargo de vital importância era equivalente, a um analista de sistema de bom nível. 

No novo mercado de trabalho, a mulher foi quem mais se beneficiou, sua presença antes ignorada em ambiente administrativo, agora figura constante dos escritórios.

Muitas escreventes se transformaram em secretárias escreventes, ligadas diretamente aos proprietários ou responsáveis das empresas, a estas secretárias, cabia a datilografia de todas as comunicações, via cartas e outras formas de comunicação mais determinantes. E todos segredos do ofício.

Anteriormente, na Revolução Industrial, a mão de obra feminina amplamente servia as fábricas têxteis por até 16 horas diárias, sem nenhum direito trabalhista, já as novas datilógrafas ganharam um novo ambiente com novas instalações e melhores perspectivas. Onde se destacava a beleza e a elegância.

Consideramos como um março evolutivo das máquinas mecanográficas, a fabricação desses equipamentos no modo industrial, quando as máquinas de escrever ganharam corpo, firmeza e qualidade técnica num contexto histórico específico – portanto, em nosso entender nesse processo, há uma divisão clara, tratadas como “A Escrita Mecânica”, na ABA da Historiografia II . 

Além de escrever uma simples página de texto em papel padrão, as máquinas de escrever puderam produzir pela robustez de seus mecanismos – teclas, tipos, garfos, cilindro, movimento de fita entintada, de escape, andamento do carro – cópias duplas, triplas, quádruplas, etc., funcionamento plenamente por quatro, cinco, seis ou oito horas diariamente, tal como requeria um novo perfil socioeconômico.

As máquinas que demonstramos e intitulamos como “artesanais” não ofereciam essas performances, eram lentas e limitadas a pequenos trabalhos. Embora com muita robustez quebravam, eram muito lentas, travavam.Também fabricadas na limitação de pequenos lotes, enquanto no modo de fabricação industrial, vimos as Remington atingirem a cifra de 20 mil unidades, passarem rapidamente a centenas e milhares de unidades.

E esse padrão industrial, que vamos retratar nesta ABA do século XIX em diante. Como exemplo, citamos a empresa Adler que fabricou em 1905, cerca de 10 mil unidades e,  em 1912 produziu 90 mil unidades de apenas um modelo. Finalizando, em 2006, com a Casio superando a produção de 1 bilhão de suas calculadoras (ver ABA - Os cálculos) 

Nesta ABA, vai prevalecer o quadro evolutivo das máquinas e sua afirmação no mercado através dos seus modelos. A amostragem de equipamentos na ABA Museu Teclas, é completada pelo aspecto histórico, relatados nas ABAS posteriores. Vamos iniciar essa ABA Marca pela Remington, utilizando-se do segundo estágio com máquinas fabricadas pela:.
1890/1927 - The Remington Typewriter,
Marca: REMINGTON
Neste período a The Remington Typewriter levou adiante a marca REMINGTON, como nova proprietária desta marca,  através das máquinas de escrever das quais seguem  imagens dos principais modelos fabricados e comercializados:




Abaixo seguem máquinas fabricadas pela "The Remington Typewriter" contendo seus números de modelos com seus anos de fabricação:

A The Remington Typewriter Co., produziu entre 1890 e 1927 uma série de modelos, acima estão exemplares dessas máquinas, seus modelos e ano de fabricação. O Museu Teclas, também possui em seu acervo, quase todas máquinas acima. A Remington fabricou inclusive para concorrentes, como a Smith, conforme descrição:
1892 - um modelo Remington 1892
1894  - Remington modelos Standard 5;
1897 - Remington  N° 6;

O anúncio foi publicado em jornais no ano de
1902, comemorando duas décadas de máquinas
de escrever Remington.



1897/1909 - Remington No.7;
1897  - Remington N° 8 , uma versão do modelo N° 7, com carro de tamanho longo.
1902 - Remington N° 9modelo de carro maior, disponível em cinco comprimentos de cilindro diferentes.
1910 -  Remington modelo N° 10; foi até 1920;
1914 -  Monarch 3, numeração indicada pela letra M; Remington 10, 11 numerada com letra R; para a Smith, a Smith Premier 10, numerada pela letra S;

1914/1921 Remington portátil Júnior
1920 - Remington modelos: 10, 11,12, 20, 30 a partir do mês  de outubro, numerada com as letras EU; Remington portátil, numerada com a letra N de outubro até janeiro de 1925;
1921 – Smith Premier numerada com a letra M, nos modelos 30 e 40;
1924/1925 - Noiseless, no modelo 6, numerada com a letra Q; e Noiseless, no modelo 7X, numerada com a letra N,  desde 24/ago/1924; Remington 50 e Smith Premier 50 e 60, numerada com a letra X;
MARCAS

Na imagem acima, há uma vasta listagem de fabricantes de máquinas de escrever e de cálculos que despontavam no princípio do século XIX oriundos do mercado europeu, especialmente alemão e suiço. Embora inúmeras tenham permanecido por um bom tempo, diversas destas foram incorporadas por outras empresas ou desapareceram. 

O Museu Teclas possui quase todas as marcas contidas neste quadro de emblemas, somente sete marcas faltam em nosso acervo. Marcas raras como Alpina, Everest, Japy, ABC, R C Allen estão em nosso acervo com três ou mais modelos. 

Abaixo, um modelo Remington 12 do nosso acervo, fabricado em junho de 1925 com tabulação (teclas vermelhas) ainda sem casas em decimal com ficaria convencionado um pouco mais tarde.

MARCAS CONSOLIDADAS
1918 e 1928
Neste período, que se transcorre do fim da Primeira Guerra Mundial, os países europeus estavam devastados, a economia européia muito enfraquecida, aliada a forte retração de consumo por falta de recursos material e capital, provocou um forte abalo na economia mundial. As marcas abaixo estavam buscando firmar-se no mercado mecanográfico....
Por sua vez, os Estados Unidos, pouco afetado pelos efeitos dramáticos dessa guerra, longe do território europeu, conseguiram lucrar com exportação de alimentos, aliada aos seus produtos industrializados. Entre esses produtos estavam as máquinas mecanográficas.

Por volta de dez anos do pós guerra, a produção norte-americana cresceu de forma estupenda, gerando prosperidade econômica e celebrando um certo “american way of life”, ou seja, o modo de vida americano
1920
Desta década em diante, a indústria de máquinas mecanográficas sofreu mudanças dramáticas. Até o ano de 1923, havia mais de 300 tipos de máquinas de escrever no mercado, a maior parte era de produção americana, porém na Europa algumas marcas despontavam no horizonte.
1924  
Neste ano, a Remington compra a Noiseless Typewriter Company, de Middletown, Connecticut e ganha um terceiro tamanho padrão, além de uma interessante máquina de escrever com mecanismos bem aprimorados. (ao lado, uma das primeiras a The Noiseless)
Neste ano, em 24 de outubro é considerado popularmente o início da Grande Depressão Americana. A produção industrial americana estava caindo a pelo menos três meses, quando valores de ações da Bolsa de Valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, caíam drasticamente. Era o famoso crash!

Essa crise alongou-se mundialmente, por longo curso, instalando grave recessão econômica, persistindo durante a década de 1930, trazendo em seu bojo altas taxas de desemprego, queda na produção industrial, conseqüentemente do produto interno bruto em diversos países.

A crise americana teve sua face mais perversa quando o desemprego acelerou o estado de pobreza mais degradante. Famílias, de um dia para outro foram habitar as ruas, construir favelas, mesmo sem conhecer este termo tão brasileiro. Essa condição quando carrega o ser humano para seu estado miserável deve ser sempre creditada aos governantes em todas as esferas de poder público.

A primeira foto à esquerda é de uma família com sete filhos, com pais desempregados, morando numa comunidade de desamparados. 

Atrelado a esse efeito econômico-financeiro veio a desvalorização das ações, falindo as finanças particulares conduzindo à ruína, indivíduos e empresas. Essa crise, terminou apenas com a Segunda Guerra Mundial, sendo o pior e mais longo ciclo de recessão do século XX.

Nas atividades mecanográficas, persistiu aquelas com melhor vigor, mediante as fusões ou compra, de uma empresa por outra de maior porte, conforme detalhamos nas ABAS Historiografia, Escrita Mecânica ou  Os Cálculos e, mesmo nesta ABA.

Remington Rand – segundo fabricante da marca
1927
Neste ano, a Remington Rand, resultado da fusão entre a Remington Typewriter Co.,  e Rand Kardex Bureau, permitiu uma nova corporação prosseguir com a fabricação de equipamentos de escritório. Bem mais tarde, tornou-se uma importante empresa de informática, com o UNIVAC - a linha de computadores mainframe. Inda mais, conduziu a Remington por seus melhores caminhos.

No primeiro ano, a Remington Rand adquiriu a Dalton Adicionando Machine Company, de máquinas de contabilidade, a empresa Baker-Vawter, a Kalamazoo de papel e a Binder Company. A empresa já era um conglomerado diversificado por esta época, manufaturando equipamentos de escritório e produtos congêneres.
1927/1955
Nesse período, a Remington Rand deu continuidade, ampliou o nome, melhorou os produtos mecanográficos, buscou o mercado mundial, como terceira adquirente da Marca Remington
Vamos descrever este período consolidador  das máquinas e seus marcos importantes.

A fabricante, escolheu prefixos de identificação, obedecendo as seguintes regras:
- a letra, colocada em primeiro, era indicativo do modelo;
- a segunda letra, indicava o mês como segue a referência:
janeiro = P; fevereiro = M; março = L; abril = K; maio = X; junho = S; julho = V;
agosto = E; setembro = D; outubro = C; novembro = Z e dezembro = A.   

Abaixo três modelos de muito sucesso fabricados pela Remington Rand



Smith-Corona

1886
Neste ano, ocorreu a fundação da Smith Premier Typewriter Company pelos irmãos Smith, sendo os mais velhos Lyman e Wilbert, donos da fábrica, L C Smith, em Syracuse, fabricantes de armas, como os Remington.

Um dos seus engenheiros, Alexander T. Brown, alto funcionário da fábrica de armas, não apenas havia melhorado a qualidade das armas da empresa, como atuou como primeiro oficial de feiras mundiais nos Estados Unidos quando deparou-se com a máquina de escrever “Sholes & Glidden” em 1876, na Exposição do Centenário, realizada em Filadélfia.

Alexander T. Brown, com crédito de mais 100 invenções, foi escolhido junto com George F. Stilman para desenvolver o projeto de uma máquina de escrever, ao conhecer aquela novidade única de escrita mecânica ficou convencido que poderia projetar algo melhor. (ao lado esquerdo, a construção dos edifícios dos irmãos Smith)

O desafio de construir um modelo de trabalho foi aceito por Wilbert L. Smith, que financiou o projeto. Os “Smith” gostaram do protótipo, decidiram colocar o invento em produção na fábrica de armas em Syracuse.” Por conta dessa iniciativa, Syracuse, naqueles dias ficou conhecida como a "cidade máquina de escrever." A patente da nova máquina de escrever, a Smith Premier, foi concedida a L C Smith  sob n° US 345.362 de 13 de julho de 1886.
1890 em diante
A indústria de máquina de escrever, por motivos das patentes, não tinha teclado padrão. Ao longo desses anos, as vendas de Smith-Premier surgiam como um produto concorrente aceitável e, perdiam apenas para máquinas de escrever Remington.

Por volta destes anos, cada um dos 30 fabricantes de máquinas de escrever dos Estados Unidos, organizava a disposição das letras no teclado da sua própria maneira. Havia grande variação na forma de funcionamento das máquinas de escrever, deixando desnorteado o público consumidor.

Alguns fabricantes produziam máquinas de teclado duplo, outros de teclado único, com a função de deslocamento. Algumas máquinas eram capazes de produzir apenas letras maiúsculas; outras impressos tanto em letras maiúsculas e minúsculas.

O teclado duplo significava o dobro de todas as peças que permitiam imprimir um caracter, entre estes fabricantes estava a Smith. Encarecia o produto, duplicando a quantia de peças.
1887
A primeira máquina de escrever com o nome Smith, é fabricada em Clinton Street, Syracuse, Nova York. Escrevia com um teclado duplo de 76 caracteres, com caracteres de maiúsculas e minúsculas. Porém quem datilografava, não enxergava o que havia escrito.
Aspecto da fábrica da montagem das L. C. Smith

1893
Neste ano, a Smith-Premier fundiu-se com seis outros fabricantes líderes para formar a União Typewriter Company of America, com sede em Syracuse, Nova York, numa tentativa de fazer frente à concorrência que se acentuava, como descrito no artigo Marca Remington / União Typewriter Company of America.

Sob a “bandeira” da União Typewriter a Smith-Premier chegou a ser a mais popular das máquinas de escrever, as vendas atingiram cerca de 60 mil unidades, com a Smith-Premier N° 1, com o slogan de propaganda: "A caneta é mais poderosa do que a espada, mas o tipo de escritor Smith-Premier dobra os dois!"
1903
Neste ano, desentendimentos entre os participantes, resultou na saída dos irmãos, para fundar nova empresa, em 27 de janeiro denominada: L C Smith & Bros. Typewriter Company, em Syracuse lançando o modelo n° 2, projetada por Carl Gabrielson, o mesmo inventor do modelo n° 1
1904
Carl Gabrielson, assumiu a concepção de novo produto da empresa e no final deste ano, surgia uma máquina de escrever de teclado visível. Daqui em diante a L C Smith & Bros. Typewriter Company assumindo seu papel de séria concorrente lançou o modelo n° 2, também projetada por Carl Gabrielson, o mesmo inventor do modelo n° 1.

A Smith, tomou uma decisão inovadora de marketing para promover a utilização da máquina de escrever: publicou anúncio de 27 de dezembro, ofertando serviços de datilografia com a máquina de escrever, Smith Premier,  em sua sede, localizada na esquina das ruas Oriente Genese e Washington, em Syracuse. O sucesso foi amplo.
1926
Neste ano, da união das marcas L C Smith & Bros e  Corona Typewriter foi criada a “Smith-Corona Typewriter Company” ficando a Smith fazendo máquinas de escrever de escritório e a Corona com a linha das portáteis.

Daqui em diante, a empresa Smith-Corona Typewriter Company passa a ser uma das maiores entre mais de 300 concorrentes, sendo a maior parcela de fabricantes americanos, mas já com destaque de algumas empresas do mercado europeu como a Olivetti italiana e empresas alemãs, como a Mercedes, Adler, Continental.

Alguns modelos da marca, foram sucesso de vendas mundial. Apresentamos uma série desses produtos lançados pela Smith-Corona depois da década de 1920, quando as máquinas de escrever se tornaram realmente um produto indispensável.


As máquinas acima foram fabricadas do início da empresa, desde 1886 até por volta de 1903 


Segue a relação anual dos produtos fabricados, quer pela L C Smith e modelos pela L C Smith & Bros Co, e depois de 1925, pela Smith-Corona Typewriter Company:


1904/1905 modelo N° 1 até 1000;

1904/1905, modelo N° 2, introduzido a fabricação junto com o primeiro modelo 4 em 1904 e 5000 em 1905;

Modelos, carro 10 e 14

1906 – mod 1, 2415; mod 2, 16800;

1907 – mod 1, 4600; mod 2, 33 mil; mod 3, c/ 14, 300;

1908 – mod 1, 6050; mod 2, 49 mil; mod 3, c/ 14, 1750;

1909 – mod 1, 7200; mod 2, 69 mil; mod 3, c/ 14, 3300;

1910 – mod 1, 8250; mod 2, 95750; mod 3, c/ 14, 5750;

1911 – mod 1, 9141; mod 2, 119689; mod 4, 10150; mod 3, c/ 14, 8250; mod 4 c/1010150; mod 5, c/ 10, 127300; modelo 4 c/10  

1912 – mod 3, carro 14, 11900; mod 4, c/ 10, 11450; mod 5, c/ 10 158750;

1913 – mod 3, carro 14, 16 mil; mod 4, c/ 10, 12850; mod 5, c/ 10 197500;

1914 – mod 3, carro 14, 19050; mod 4, c/ 10, 13800; mod 5, c/ 10, 222mil;

1915 – mod 3, carro 12, 22360 e c/ 14 26400; mod 4, c/ 10, 14650; mod 5, c/ 10, 241450; mod 6, c/ 20, 750 e c/ 26, 6660; mod 7 (Silent), c/ 10, 17242 e 17243 a 17490; mod 8 c/ 10, 269700;

1916 – mod 3, carro 10, 23925; c/ 12, 23925 e c/ 14, 30250; mod 4 c/ 10, 15275; mod 5, c/ 10, 255700; mod 6, c/ 20, 1200 e c/ 26, 7255; mod 7, c/10 17243 a 17490; mod 8 c/ 10, 290 mil;

1917 – mod 3, carro 12, 24700 e c/ 14, 33450; mod 4 c/ 10, 17125; mod 5 c/ 10, 254 mil; mod 6 c/ 20, 2100 e c/ 26, 7515; mod 7, c/ 10, 17491 a 17750; mod 8, c/ 10 317100;

1918 – mod 3 carro 12, 25441 e c/ 14, 36141; mod 4 c/ 10, 18199; mod 5, c/ 10, 258753; mod 6 c/ 20, 3150 e c/ 26, 7686; mod 7, c/ 10, 17751 a 18003; modelo 8 c/10, 334476;

1919 – mod 3, carro 12, 26500 e c/ 14, 40400; mod 4, c/ 10, 18600; mod 5, c/ 10, 261900; mod 6, c/ 20, 4300 e c/ 26, 7900; mod 7, c/ 10, 18004 a 18500; mod 8 c/10 357500;

1920 – mod 3, carro 12, 26635 e c/ 14, 47750; mod 4, c/ 10, 188251; mod 5, c/ 10, 263150; mod 6, c/ 20, 5400 e c/ 26, 7910; mod 7, c/ 10, 18501 a 19100;

1921 – mod 3 carro 10, 51500; c/ 12, 1300 e c/ 14, 51500; mod 4 carro 10, 18870; mod 7 carro 10, 19101 a 19500; mod 8 c/10 390 mil; mod 8 c/10, 416100;

1922 – mod 3 carro 10, 55950; c/ 12, 5150 e c/ 14, 55950; mod 4 carro 10, 18890; mod 6 c/20, 7915; mod 7 carro 10, 19501 a 20280; mod 8 c/10, 43340; mod 8 c/10, 485960;

1923 – mod 3, carro 10, 62311; c/ 12, 10528 e c/ 14, 62311; mod 4, c/ 10, 19130; mod 5, carro 10, 263357; mod 6, c/ 20, 7916;  mod 7 c/ 10, 20281 a 20799; mod 8 c/10 (segmento abaixa em maiúsculas) 485960;

1924 – mod 3, carro 10, 67311; c/ 12, 14880 e c/ 14, 67311; mod 7 c/ 10, 20800 a 21060;  mod 8 c/10, 521260;

1925/1926  - mod 3, carro 10, 74200; c/ 12, 20681; c/ 14, 74200 e c/18, 630; mod 4 carro 10, 19130; mod 7, c/ 10, 21061 a 21582;  mod 8 c/10  560020;

1926 - mod 8, Silent (todos tamanhos de carro), 560621 a 661900;

1927 - mod 7 c/ 10, 21583 a 21854; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro, c/ set tab), 661901 a 756420; (no quadro acima, três modelos da Silent)

1928 - mod 7, c/ 10, 21855 a 22168 mod 8 Silent (todos tamanhos de carro), 756421 a 861323;

1929 - mod 7, c/ 10, 22169 a 22629; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro), 861324 a 939548;

1930 - mod 7, c/ 10, 22630 a 22857; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro), 939549 a 999229;

1931 - mod 7, c/ 10, 22858 a 22952; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro) 999230 a 1036436;

1932 - mod 7, c/ 10, 22953 a 22963; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro) 1036437 a 1049999;

1933 - mod 7 c/ 10, 22964 a 25011; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro) 1050000 a 1087914;

1934 - mod 7 c/ 10, 25012; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro) 1087915 a 1146469;

1935 - mod 7 c/ 10, 25100 a 25138; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro) 1146470 a 1209168;

1936 - mod 7 c/ 10, 25139 a 25202; mod 8 Silent (todos tamanhos de carro)1209169 a 1285375;

Segue exemplos das máquinas de escrever fabricadas pela empresa:


Uma parte das séries "coloridas" fabricadas para médicos, químicos, engenheiros e outros profissionais liberais, com muito sucesso de vendas.



Depois da década de 1930

Com a fusão da L C Smith & Bros. junto a Corona Typewriter Company surgiu na sede de Syracuse, Nova Iorque uma empresa gigante atuando fortemente no mercado com as máquinas de escrever padrão e portáteis.

Foi das fusões, a mais bem sucedida desta década, resultando num novo negócio com dois nomes mecanográficos, mais reconhecidos: a Smith e a Corona, ficando cada vez mais reconhecido como Smith-Corona, ao ponto de em 1953 ser renomeada simplesmente como Smith-Corona Inc.
Três modelos de Corona do Acervo Teclas

1926
Neste ano à partir de janeiro, a Smith-Corona Typewriter Company, adotou novo método de numeração em seus produtos marcando início das duas linhas fundamentais de sua produção. Padronizou numericamente de 1 a 6 para definir o mês, do seguinte modo:

1. janeiro/ fevereiro; 2. março/abril; 3. maio/junho;
4. julho/agosto; 5. setembro/outubro; 6. novembro/dezembro.

Ficando, os códigos indicando: mês+ano+número de série com 5 casas.

O ano de 1926, a numeração, começou de 1K00001 até 6K152244. Outro modelo,  o WE (com de roda escape remodelada) começou o código numérico 4K00001 terminando 2L00000.
Acima duas Coronas "coloridas" fabricadas neste período. O modelo Corona 3, apareceu nas seguintes versões: XC, XCD  (vinha quatro teclas mortas) XCR, XCRD/X - todas com 30 teclas, imprimindo 90 caracteres; ainda o modelo Special na qual aparece uma placa identificadora. O preço de venda em 1927: US$ 55.

1936

A Smith-Corona Typewriter Company mudou o padrão do modelo Corona 4, fabricada com a letra “S” como afixo do número de série na identificação, começando 1C76123S.

1937

Neste ano, em 18 de novembro foi lançado o modelo Júnior “FJS” tabelado pelo preço US$ 42,50 com máquinas fabricadas entre as matrículas 1F20000JS a 1F23167 neste ano.

1938

Neste ano, em agosto outro modelo é lançado até o n° 1Z32816: a Corona Zephyr para fazer frente a um novo e inovador produto europeu: a máquina de escrever portátil Hermes Baby que ganhava mercado desde 1935, cada vez maior. O modelo Júnior “FJS” neste ano, continuou até o n°  1F28900JS.

Produções de portáteis

As produções da Smith-Corona Typewriter Company continuaram nos anos seguintes:

1939Júnior até n°1F29198; Zephyr até n° 1Z57584 e um modelo especial Zephyr DeLuxe até 1Y13301.

1940 - Junior até n° 1F313398, Zephyr até n° 1Z65400 e em 1941 até n° 1Z 78926.

 

Até este ano, de início da Segunda Guerra Mundial a Smith  e a Corona venderam mais de 700 mil máquinas de escrever portáteis, um feito inusitado para a época. Alguns princípios mecânicos foram freqüentemente copiados pelos concorrentes, resultando em uma série de ações judiciais de violação de patente. 

Smith
1942 -  II Guerra Mundial

O período da Segunda Guerra Mundial,  afetou a produção das máquinas de escrever, sendo direcionada a fábrica para fazer várias peças e armas militares. Período difícil para o mercado da mecanógrafia.

Em outubro de 1942, Smith-Corona Typewriter Company passa a produzir na fábrica de Syracuse, os rifles M1903A3 Springfield.

1955

A Smith-Corona Typewriter Company neste ano introduziu em seu parque de ofertas mecanográficas as máquinas de escrever elétricas e portáteis elétricas, destinada principalmente para uso de homens de negócios, profissionais liberais e escritores, segmentando de um mercado muito específico. 

1956

A Smith-Corona Typewriter Company por este período começa a ampliar o setor de tecnologia para escritório e comprou para esse fim, a empresa  Kleinschmidt Corporation

1957

Partindo deste ano, o novo produto - máquinas de escrever elétricas portáteis - se tornou uma ferramenta essencial para as gerações de ensino médio e estudantes universitários. Logo, amplamente usadas na vida doméstica em geral. Abaixo um desses modelos, acervo do Museu Teclas (maiores detalhes do equipamento ABA Museu Teclas)

1958
Neste ano, a empresa compra uma fábrica de calculadoras, a Marchant Calculator, quando muda sua denominação social para Smith-Corona Marchant Inc.. Como também, adquiri dos britânicos uma empresa que fez pequenas máquinas de escrever portáteis, a West Bromwich Ltd. da Inglaterra. (ver ABA - Cálculos )
Uma Marchant - calculadora muito veloz nos cálculos
Abaixo, dois modelos de máquina de escrever portátil de fácil transporte, lançados pela SCM (Smith Corona Marchant Co.). Neste período com a cor em tonalidade azul, semelhante aos modelos de escrever elétricas, muito leve, de fácil transporte. 


2000
Um dos últimos modelos de manual


SCM foi adquirida por uma empresa privada, em sua segunda falência em 2000. Logo saiu da fabricação da máquina de escrever e suprimentos em Cleveland, Ohio.

O mercado continuou a diminuir, e a empresa decidiu alavancar seu conhecimento mercadológico, num novo produto: fitas e tecnologias térmicas num crescente negócio de etiquetas térmicas.

O modelo de escrever eletrônica SCM XL 1500 fabricado em Singapura, um dos últimos com a marca.

Crandall terceira máquina de escrever no mercado

1844 

Lucien Stephen Crandall,  nasceu neste ano,  a 4 de maio de 1844 em  Broome County, Nova Yorque, morreu em 1889. Crandall projetou  a terceira máquina de escrever a ser fabricada com sucesso. É considerada como uma das pioneiras neste novo tipo de equipamento. 
1860/1870
Durante esta década, Crandall agiu como um autêntico pioneiro, conseguiu patentear cerca de dez projetos máquinas de escrever, com desenhos diferentes, bem criativos. Destas, fabricou seis dos seus modelos.

Uma destas, foi a Victorian, um projeto diferente, curvo, ricamente ornamentada, decorada com rosas pintadas à mão, com embutidos de madre-pérola. Uma das mais belas máquinas de escrever já fabricadas, em termos de ornamentação. Isto difere da funcionalidade, como visto no modelo abaixo... 

1866
Crandall, embora tenha sido o terceiro fabricante de máquina de escrever, neste ano, foi o primeiro a ter um sucesso em vendas  em feira, devido ao baixo preço de venda de US$ 50, quando  as demais máquinas de escrever em tamanho real, era vendida por US$ 100.

A máquina de Crandall


Essa máquina de escrever possuía um teclado curvo com apenas duas fileiras. Este detalhe dava um economia na fabricação, no emprego de uma chave de escolha para números e sinais de pontuação.

Outra característica especial da máquina era possuir os caracteres de impressão removível e trocar por outro, com outro idioma, estilo de tamanho e formato de tipo. 

Com 84 caracteres e vinte modos de selecionar, os caracteres  eram acionados por sistema complicado que portanto reduzia a velocidade de datilografar. 

Este princípio, embora permitisse um estilo especial, com diferentes e múltipla escolha de caracter, para produzir um trabalho escrito com beleza pecava pela velocidade para datilografar.
1875
Neste ano, obteve uma patente para produzir máquinas de escrever para cegos; em 1879  numa patente para uma máquina mais aperfeiçoada, muito parecida com o modelo de 1884 que configura no Crandall Datilografia Company.
1881
Neste ano, foi patenteada o modelo  da máquina de escrever “Crandall, fabricado pela Crandall Machine Company na cidade de Groton, Nova Iorque. A máquina de escrever Crandall, com decoração de  madre pérolas incrustadas, motivos florais na decoração, com graciosos teclado preto curvo, com apenas duas fileiras, considerada na época a primeira máquina americana visível. Este modelo representava acima de tudo, uma larga economia industrial. Funcionava através da mudança de uma chave permitindo as funções de datilografia de números e sinais.


Lucien Stephen Crandall e sua patente  de 20/dez/1881
Descreveu sua invenção como um projeto para fabricar máquinas de escrever, de construção simples, barata, com uma gama maior de tipo, combinando letras maiúsculas e minúsculas, números e sinais de pontuação; estes iram funcionar através de um conjunto de chaves, cada barra com caracteres de letras minúsculas e maiúsculas em relevo. 

Os registros de patente, segue as características: data 1881/12/20; medições de 4X10X9; 10,16 cm x 25,4 cm x 22,86 cm. EUA, New York, New York sob n° identificação: ME*251217; n° catálogo 251.127; n° acesso 48865;  patentes 241338, assunto máquinas escrever.
1885
Um novo modelo reformulado neste ano, foi produzido em Groton, a partir de 1887, para ser vendido na Europa, por intermédio de um agente em Amsterdam . Houve alterações significativas do modelo anterior: teclado ligeiramente curvado, com duas fileiras de 28 teclas. também com duas fileiras,  não seguia o padrão QWERT.
1893 
Foram produzidos mais dois modelos melhorados, a Universal Crandall n°3. Neste modelo construído sobre os mesmos princípios, porém no teclado adicionou mais uma fileira, ficando com três fileiras retas, seguindo padrão QWERTY. No modelo N° 4, a fita de impressão continha duas cores. As decorações elaboradas cedeu lugar para concepção sóbria.
1895
Crandall, neste ano projetou uma das máquinas completamente diferente das anteriores e bem melhorada, com a patente n° 251.338, que nunca entrou em produção.
1899
A Crandall Datilografia Company cessou  as atividades neste ano. Embora até este ano a empresa não ficou consolidada como "marca" tal qual nosso entendimento, como fabricante inovou em inúmeros aspectos e será a única mais antiga em nossos registros nesta ABA. A empresa lançou uma inovação que no futuro foi aproveitado pela IBM no sistema chamado de "bola de golfe".



1870
Desde essa década, a família Underwood era uma produtora de fitas e papel carbono para ser utilizados nas máquinas de escrever, sendo seu principal cliente a Remington. Entretanto a Remington Typewriter Company começou também a se dedicar na fabricação de fitas, acessórios de limpeza, borrachas de correção para máquinas de escrever.
Propaganda a Underwood e seu comércio antes de fabricar typewriter

O inventor imigrante alemão - Franz Xaver Wagner - tinha uma pequena empresa (Wagner Typewriter Co). Idealizará também um projeto de fabricar máquinas de escrever, que naquela época, já ganhava espaços de preferência.

 Wagner por não possuir capital financeiro que pudesse produzir em série, procurou John Thomas Underwood (1857-1937), para vender seu projeto. Os “Underwoods” que sabiam do futuro da máquina de escrever, compraram a empresa de Wagner e partiram para concorrer diretamente com seu antigo cliente, a Remington.


A invenção de Wagner permitia pela primeira vez: ver o que estava sendo datilografado imediatamente. Desse modo, quem escrevesse, poderia ser capaz de corrigir os erros, ler o texto para conferir. Uma idéia aparentemente simplória, porém até aqueles anos, ninguém havia “projetado tal detalhe”. A escrita era cega.

Entre as patentes adquiridas de Franz Xaver Wagner  estava a patente número 633 672, usada como base para as suas máquinas de Underwood, ou seja, a possibilidade de ver a datilografia. Este princípio completamente novo ajudou a empresa a ser um sucesso.
1895
Neste ano, foi fundada por John Thomas Underwood, a “Underwood Typewriter Company”, em Nova York, uma empresa que revolucionou a mecanografia desde o primeiro lançamento. Uma máquina de impostação leve, em consequência dos mecanismos de encaixe das barras de tipo. Uma nova performance.
1896/1900
Os primeiros modelos Underwood n°1, foi produzida em 1896, e em 1900, a Underwood n°2. foram produzidas neste período, com a contribuição das patentes da Wagner. Foram fabricadas cerca de 12 mil máquinas. Depois surgiram os modelos n°3 e 4.
Parte interna - fábrica Underwood de 1910
1900
No final desta década, surgiu o modelo Underwood 5. Seu lançamento, trouxe para a Underwood Typewriter Company, o primeiro grande sucesso de vendas. Este modelo tornou-se a "primeira máquina de escrever verdadeiramente moderna", de acordo com a clientela, especialistas e aqueles que estavam se interessando por estes equipamentos.

A Underwood foi a empresa com um produto conceitual. Foi verdadeiramente escolhida como um bom produto, atendeu todas as expectativas de um equipamento para escrita, tal qual como descrevemos anteriormente. Forçou as suas concorrentes a planejarem produtos semelhantes e graças a este fato o padrão de máquina de escrever passou a ser indispensável aonde se desejasse escrever mais acelerado.

Foi um amplo sucesso de vendas, o modelo 5, firmou-se como a "primeira máquina de escrever verdadeiramente moderna".


Fato pessoal: trabalhei durante muitos anos, na década de 1960/70, com o falecido e querido amigo Antônio Massi, que trabalhou na empresa Byington & Cia, de São Paulo representante que montava, distribuía, dava assistência exclusiva no Brasil, das famosas Underwood. Por isso, na escolha...

Ao lado a famosa n° 5

Insisti em adquirir uma portátil da Underwood, com a qual fiz muito trabalho escolar.


Posso afirmar, com o grau de conhecimento de mais de 50 anos profissionais: essa é uma máquina de escrever que por sua suavidade de escrita poderia ser utilizada até nossos dias.
Com esse tipo de embalagem de madeira as Underwood eram despachadas mundo afora, graças as exposições, feiras, propagandas em jornais e revistas, conquistava clientes de diversos países.
1920
Até este ano, com o modelo n° 5, a Underwood Typewriter Co. Vendeu mais de dois milhões de unidades. O modelo Underwood n° 5 serviu de base e valor de referência para todas as máquinas de escrever produzidas por outros fabricantes em todo o mundo.
Prédio à direita, a Underwood Typewriter
1927
Neste ano, a Underwood deu um largo passo no domínio do mercado mecanográfico. Anteriormente, houve a compra da Sundstrand Adding Machine Co. feita pelo fabricante Elliott-Fisher Company. A Sundstrand aceitou uma proposta espetacular de três milhões de dólares, a maior transação industrial na história de Rockford até aqueles tempos.

Em seguida, no mesmo ano, ocorreu a fusão entre a Underwood Typewriter Company e a Elliott-Fisher Company. A compra pela Underwood, fabricante de máquinas de escrever e outros equipamentos de escritório, possibilitava a ampliação de mercado num nível muito elevado.

A empresa no final deste ano, em dezembro, foi renomeada: Underwood Elliott-Fisher Co.. Tendo adquirido todos os direitos da linha de produtos, bem como das somadoras Sundstrand, passou a contar com um equipamento reconhecido por sua qualidade. A empresa, além disso trouxe, Oscar Sundstrand como engenheiro de pesquisa, designer e desenvolvedor das Sundstrand.

Uma vez mais, a empresa alterou sua denominação, simplificada por: Underwood Co. dando ênfase a marca Underwood destacada em toda linha dos seus produtos. No quadro acima, a terceira ao lado direito, é um produto genuinamente com marca Underwood.
1930 
Lança o Modelo n° 6, em anúncio num jornal francês para conquistar o o mercado europeu. Colaborando com esforço de guerra, durante a Segunda Guerra Mundial, a Underwood Co. produziu a carabina M1.
1932
No início deste ano, o modelo Underwood n° 3, foi fabricada com carro de tamanho grande até 260 espaços. Os modelos n° 4, suportando 76 caracteres por linha e o n°5 com 84 caracteres por linha.



1933
A Underwood Elliot Fischer Company vendeu três formas de máquinas de contabilidade neste ano.
1939
Até este ano, somando todos os seus modelo, a Underwood havia vendido mais de 5 milhões de máquinas. Também neste ano, na Feira World de New York foi apresentado uma máquina de escrever Underwood, vanguarda de tecnologia.
A primeira à esquerda é uma portátil 4, série ouro; ao centro o modelo portátil, mais fabricado em diversas versões, semelhante ao modelo 5 (1938) abaixo uma das mais produzidas pela Underwood Typewriter Co.; a máquina à direita é um modelo 77 Noiseless. Abaixo, modelos do nosso acervo.

Década de 1930
Nesse período, a Underwood Typewriter Co. foi a primeira empresa americana, do setor mecanográfico, com sucesso de vendas, com destaque para seus vários modelos. A empresa resolveu construir a maior máquina de escrever do mundo, para uma campanha publicitária que ficou exposta, por alguns anos, no Pier Garden, em Atlantic City.

portátil modelo 5 de 1938

Na campanha para fornecer metal para a fabricação de armas para a guerra, a máquina gigante citada acima, foi derretida. Como esforço de guerra, durante o período da Segunda Guerra Mundial, a Underwood Co. destinou sua fábrica a alterar seus projetos e atuar na produção da carabina M1. Nesse período de guerra, embora houvesse muitas dificuldades, a empresa não cessou totalmente sua produção, os modelos "coloridos" demonstravam um "certa alegria", em ciclo tão duro.
1939/1945
Segundo dados da Fédération Nationale des Chambres Syndicales de la Mécanographie, a produção da Underwood Sundstrand do número de série 293mil foi produzido em 1939 e até o número 451mil em 1945, isto em plena Segunda Guerra Mundial.
As máquinas de escrever da marca Underwood - acima duas portáteis do nosso acervo. Abaixo, quadro com quatro máquinas do tipo standard - de diferentes modelos. As duas de cima, ainda estão em uso, pertencem a clientes que solicitaram suas revisões conservadoras e serviços em geral a fim de melhorar o estado. As debaixo, também são do nosso acervo.

1959
Neste ano, após a Segunda Guerra Mundial, Adriano Olivetti, responsável pela liderança da Olivetti italiana, no mercado mundial de equipamentos de escritório, com destaque para “as mecanográficas”, compra a participação majoritária na Underwood Co., seu principal concorrente, na linha de máquinas de escrever.
1960
No início deste ano, a Olivetti incorpora a marca Underwood que já sofria muito com a queda da receita durante os últimos quatro anos, quer por modelos novos cuja configuração técnica diferia em qualidade das anteriores, acumulando perda de mercado para outras marcas, em situação de crescente preferência mundial. 
Fábrica The Underwood Typewriter em Hartford
Em outubro deste ano, ocorreu a fusão com a Ing. C. Olivetti Co., sendo incorporado os modelos da Underwood para unidades de fabricação da Olivetti, reestruturando de forma maciça. A Underwood foi completamente absorvida para o Grupo Olivetti nos Estados Unidos como "Olivetti-Underwood", com sede em Nova York.
1980
Em meados deste ano, o nome Underwood apareceu pela última vez, numa máquina de escrever Olivetti, produzida na Espanha. No Brasil, ainda permaneceu até o final desta década com alguns modelos compartilhando as marcas Linea 98 ou Underwood 198, 298.

Em verdade, os modelos com a marca Underwood lançados pela Olivetti, entre estes, máquinas de escrever e calculadoras, nada tinha de comparativo, com a tradicional Underwood - preferência entre as de escrever - dos 1900 até o início da Segunda Guerra Mundial. As "Underwood" foram inovadoras alterando a linha de produção de suas concorrentes.

Underwood vendida por representante na Rússia
Burroughs
O inventor William Seward Burroughs, nasceu em 18 de janeiro de 1857 na cidade de  Rochester, morreu em  14 de setembro de 1898, em Citronelle.
1870
Burroughs, nesta década ainda jovem, menor de idade, foi trabalhar no Cayuga County National Bank em Auburn, Nova Iorque.
1880
No início dos anos 80, numa pequena área da loja, Boyer Machine Company, William Seward Burroughs trabalhando, via todos com a mesma função rotineira, tão impregnada em executar cálculos manualmente. Isto despertou-lhe um sonho de funcionário bancário: inventar uma máquina de adição. Porém saiu do banco, acabou se mudando para St. Louis por razões de saúde, mas não se esqueceu do intento.
Pequena fábrica aonde Willian S. Burroughs trabalhou sua invenção

1885
Neste ano, Burroughs patenteou o primeiro mecanismo viável de adição e de listagem, em St. Louis, Missouri. As primeiras máquinas de somar, eram grandes protótipos, que nas mãos de usuários inexperientes ou mesmo por ser novidade, deu respostas ultrajantes ao inventor. Burroughs, percebeu o desafio e, através de nova concepção, em poucos dias, projetou um mecanismo de alavanca, permitindo puxar e retornar ao mesmo ponto, a alça da máquina de somar.
1886
A Burroughs Corporation é fundada neste ano, como The American Arithmometer Co., em St. Louis no Missouri, com intenção de produzir e vender as máquinas de somar inventada por William Seward Burroughs.

Burroughs, com a idéia central, reuniu-se com mais três amigos - Thomas Metcalfe, R M Scruggs e W C Metcalfe e juntos formaram em 20 de janeiro de 1886. Cada qual com seu papel definido: Thomas seu primeiro presidente, Burroughs foi nomeado vice-presidente, Scruggs tesoureiro, WC Metcalfe, secretário.

Assim com este quadro de sócios, formada a administração, nasceu a The American Arithmometer Co. com uma única linha de produtos, da qual consistia um único modelo: a máquina reta de adição e listagem, vendida por US$ 475.
1888
Após vários anos de dedicação como inventor, Burroughs, solicitou patente que lhe foi concedida. As primeiras patentes obtidas nos EUA, permitindo fabricar máquinas somadoras ou calculadoras (calculating-machine) foram emitidas neste ano sob:

- n° 388 116, arquivada em janeiro de 1885; patente emitida em 21 agosto de 1888;
- n° 388 117, arquivada em agosto de 1885; patente emitida em agosto de 1888;
- n° 388 118, arquivada em março de 1886; patente emitida em agosto de 1888;
- n° 388 119, arquivada em novembro de 1887;patente emitida em agosto de 1888.

A The American Arithmometer Co., de St. Louis no Missouri, tinha o desafio de convencer, bancos e empresas, da necessidade deste novo equipamento. Nada foi  surpreendente e não foi fácil fazer enxergar a facilidade demonstrada pelo inovador invento de somatória.

A empresa americana Arithmometer, contratou vendedores dobrando o Departamento de Serviço, pois havia estabelecido a necessidade de adicionar uma nova máquina para escritórios modernos no final do século XIX. Nos primeiros dez anos, como previam seus fundadores, a empresa cresceu, ao ponto de incluir na fábrica e escritório, uma equipe com 65 funcionários e três vendedores no campo.
1891
Assume a presidência da The American Arithmometer Co., o segundo presidente: Charles E. Barney. Em 1893 Barney  é sucedido na empresa por J H Wyeth.

1895
Durante este ano, as vendas subiram para 284 máquinas. Foram poucas máquinas vendidas nesses primeiros anos, porém a produção aumentou drasticamente após virar o século. Nesse mesmo ano, a The American Arithmometer Co., futura Burroughs foi estabelecida na Inglaterra, em Nottingham, conseqüentemente três anos depois, na mesma cidade nasce a primeira fábrica da empresa fora dos EUA. (ao lado esquerdo, um modelo da "The American", antes de ser Burroughs)

Também neste ano, marcou o pagamento dos primeiros dividendos da empresa que continuou a manter seu registro de pagamento de dividendos, sem interrupção por mais de 100 anos.

1895/1900
Entre este período, as vendas saltaram: no ano de 1900 para 972 máquinas; as equipes da fábrica e escritório cresceram para 200 funcionários; a força do Departamento de Vendas aumentou com 12 vendedores.
1898
William Seward Burroughs, vislumbrava que o início do fenômeno de automação de escritório estava aumentando cada vez mais, entretanto por causa de problemas de saúde, aposentara-se de sua participação ativa na empresa e veio a falecer em 14 de setembro de 1898 em Citronelle, Alabama.

A máquina de adição e listagem usando cartões perfurados, inventada por Burroughs tinha o mesmo princípio usado posteriormente por Herman Hollerith para elaborar o sistema de processamento de dados do senso demográfico americano em 1896.
1901

Neste ano, deixa a empresa William H Pike que trabalhará anteriormente com William Burroughs em St Louis. Foi grande colaborador no projeto de novos mecanismos da máquina Burroughs classe 3 (quadro acima). Pike tem seu nome associado com W. S. Burroughs como inventor em patentes American Arithmometer de 1897. (ao lado, uma American modelo 6)

Willian H. Pike deixou a empresa para estabelecer-se em Orange, New Jersey fundando a empresa Pike Adding Machine Company. Dez anos depois, Pike irá vender sua empresa com patentes no futuro, para a Burroughs Adding Machine Co.,  e em suas instalações irá funcionar a Monroe Calculating Machine Company.

1902
Um outro empresário e fabricante de St. Louis, Joseph E. Boyer, um daqueles que tinha encorajado e apoiado os esforços de William Seward Burroughs por muitos anos, entra para impulsionar o negócio e, tornando-se presidente da empresa. Joseph Boyer  foi o terceiro e último presidente da The American Arithmometer Company.
1903
Joseph Boyer, ao deixar a “Arithmometer” faz secretamente um acordo e adquiriu a Addograph Manufacturing Company, cujo diretor era Hubert Hopkins.  James Dalton, presidiu a Addograph Company, que no mesmo ano formou outra empresa, a Company Typewriter Adding, que algum tempo depois, altera a denominação para Dalton Adding Machine Company.
1904
Seis anos após a morte de Burroughs, a empresa que começou em St. Louis, Missouri, transferiu suas operações inteiras para Detroit, Michigan.

Construiu uma fábrica de 70,304 pés quadrados, num milharal comprado dessa propriedade pela Ferry Seed Company. O local, nos limites da cidade, é rodeada pela segunda e terceira avenidas no leste e oeste, e por avenida Burroughs e Amsterdã ao norte e sul. Todos os funcionários e suas famílias foram transferidas de St. Louis para Detroit em trem especial em apenas: um dia.

A fábrica de Detroit ainda passou por ampliação nos seguintes anos: 1905, 1906, 1908, 1910, 1913 e 1916.
1905
Neste ano, a empresa totalmente estabelecida em Detroit, mudou seu nome para: Burroughs Adding Machine Company, em honra e numa justa homenagem ao idealizador de equipamentos mecanográficos tão sólidos: William S. Burroughs, que havia morrido em 1898. As vendas deste ano totalizaram 7.804 máquinas, com um quadro de 1.200 empregados.
1906
A Burroughs Adding Machine Company encomenda para a Ford Motor Company um veículo grande equipado especialmente para transportar suas  máquinas de adição, que ficou conhecido como Burroughs Especial.

A Burroughs Adding Machine Company logo se tornou a maior empresa de máquinas somadoras da América, começando com a P100, uma máquina de somar básica movida a manivela com capacidade apenas de adicionar. Esse projeto incluiu algumas características inovadoras entre as quais foi o amortecedor.

Em seguida veio a P200 incluindo a capacidade de subtração e a P300, fornecendo outro meio somador com dois totais em separado. Em seqüência surgiu a P400, P600  e a P612 com um carro de somatória móvel e nos modelos P600/P612 com alguma base de  programação limitada, com base na posição do carro.
1907/1908
Neste ano é fabricada a  máquina Burroughs de n° 50 mil. No ano seguinte, a Burroughs adquire a Universal Adding Machine Company, de Missouri.
1909
Neste ano, um jornal inglês em artigo sobre escritório afirma que a máquina de adição Burroughstem habilidade mecânica incrível, quase ao ponto da inteligência humana”. Ampliando seus negócios, a Burroughs adquire a Pike Adding Machine Company, de New Jersey.
1910 a 1912
É lançada, em 1910 no mercado, a primeira máquina de somador duplo, com dois subtotais e totais. A primeira máquina de agregação de subtração é produzido. É considerado como um grande passo em frente para os lançamentos bancários.

No ano seguinte, é introduzido o primeiro modelo de calculadora Burroughs, tendo impressionante semelhança com a máquina existente no mercado: Felt & Tarrent. Em 1912, devido as complexidades das máquinas Burroughs, seus vendedores recebem  treinamento de operação e aplicação durante quatro semanas.
1917 a 1920
Em 1917, a apenas 20 milhas da matriz em Detroit é organizada a filial em Windsor, no Ontário a Burroughs Adding Machine Company of Canadá, Ltd.
1918
A Burroughs introduz uma máquina de contabilidade de luxo, equipada com motor para o retorno de carro, fixado seu preço de venda em US$ 1.150. Também se inicia a construção de um edifício no lado principal da fábrica em Detroit com cinco andares. Em 1966, este edifício é reconstruído para servir de sede mundial para a Burroughs Corporation.
1920
Neste ano, a Burroughs já tinha vendido um total de 800.000 máquinas  no mundo inteiro possibilitando um total de 12 mil de empregos. Na presidência da empresa Standish Backus é eleito presidente, na sucessão a Joseph Boyer.
1921
A Burroughs neste ano, compra a empresa de máquinas de faturamento Hopkins de Missouri, e aperfeiçoa, redesenha e melhora a máquina conhecida por “Moon-Hopkins” que combina duas máquinas em uma, sendo uma de escrever elétrica com outra de calcular. Essas máquinas eram chamadas de máquinas de processamento numéricos, utilizada para serviços contábeis complexos.
1924
Neste ano, a Burroughs amplia seu mercado mundial, estabelecendo as principais operações no Brasil, Argentina e México.
1925
Neste ano, a Burroughs introduz a máquina de somar, pesando menos de 20 libras, vendidas por menos de US$ 100; em Detroit, são produzidas duzentos máquinas por dia; 22.000 máquinas são vendidas nos primeiros oito meses de produção.

As máquinas Burroughs já nesta está época são vendidas em 60 países, são máquinas especiais, complexas ou simples, construídas para serem utilizadas em uma variedade de aplicações, desde em pequenos negócios, como padarias, quitandas, mercearias, oficinas mecânicas; em contabilidades ou auditorias, em indústrias, em departamentos dos governos, nas agências bancárias, espalhadas por todos os cantos do mundo. Seja em Moscou, na Rússia; em ferrovias na Índia ou no Peru; nas minas de diamantes da África do Sul; ou em praticamente todos os bancos brasileiros.
1926
Neste ano, a Burroughs produz a milionésima máquina de suas fábricas e lança uma nova série de máquinas de contabilidade, incluindo registros múltiplos, subtração dupla e outros mecanismos.
1928
A Burroughs organiza nova filial desta vez em Berlim, na Alemanha: a Deutsche Burroughs Rechenmaschinen, AG. Também é o ano no qual introduz as primeiras máquinas somadoras elétricas.
1929
A Burroughs estabelece suas operações em vários países como: Austrália, Áustria, Dinamarca, Nova Zelândia, Ilhas Filipinas, África do Sul e Suíça.
Década da 30
Nesta década a Burroughs cria uma série de novidades, em 1930, lança um novo manual de orientações (Livro Machine) para os bancos contabilizarem em sistemas de poupança; 1931:  introduz o "Burroughs Padrão Typewriter, lançado em shows nacionais para empresários em Nova York e Chicago; 1933, lança a primeira calculadora elétrica duplex (duplo somador); 1935, a linha dos produtos da Burroughs somam 450 modelos padrão; 1938, ampliando a produção fica concluída e pronta para entrar em operação, uma grande fábrica em Plymouth, MI.
Por volta deste período, a Burroughs apresenta seus inúmeros modelos para todo mundo globalizado em revistas de larga circulação nacional. As imagens do quadro acima são da revista  "Seleções" para o mercado brasileiro, aonde o mercado bancário absorvia quase 100%  destas. 
Período da Segunda Guerra Mundial
No ano de 1940, a Burroughs começa a fabricação de produtos ligados ao movimento de guerra. Surge uma máquina portátil, para o governo na cor cáqui, depois verde para o exército, com recursos do teclado especiais protegidos contra pó e faísca.
1942
Tanto a produção de máquinas da Burroughs, como a produção de automóveis, ficam restritas às necessidades militares e aos programas ligados a guerra.
1944
A Burroughs por se envolver na cooperação aos esforços de guerra, é premiada com um "E" Army-Navy uma proeminente condecoração.
1946
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Burroughs novamente volta seus esforços para o mercado de máquinas mecanográficas e introduz 46 novos modelos para ampliar suas perspectivas nos negócios comerciais da empresa.

1947  A Burroughs finalmente adota uma marca efetiva, com destaque para a letra "B".

1948 
As receitas da empresa, excedem a US$100.000.000. Suas máquinas contábeis estão em uso em cerca de 14 mil bancos espalhados na maioria dos países, como as máquinas de “boca de caixa”.
Fábrica em 1948, produção de somadoras

1949
A Burroughs adquire um fabricante de fitas a Mittag & Volger e Acme Carbono &; Company e ainda neste ano, implanta em Filadélfia, as instalações necessárias para pesquisa e desenvolvimento na área eletrônica.
1950
A Burroughs lança no mercado a Sensimatic, primeira máquina com painel de controle programado, o maior avanço em máquinas de contabilidade dos últimos 25 anos. Começa a década trabalhando com o Banco da Reserva Federal desenvolvendo um computador para processar e reconhecer caracteres de fita magnética, da sigla MICR, para o processamento dos cheques bancários.

A Burroughs criou o MICR especial e OCR, classificador/leitor para sua linha de sistemas de computadores - 2700/3700/4700 – destinados aos computadores da rede bancária.
1951
Neste ano, a Burroughs começa o desenvolvimento em direção aos caminhos da computação, com a máquina eletrônica de contabilidade, chamado BEAM.  No ano seguinte 1952 projeta um sistema de memória eletrônico para o computador ENIAC.
1953
A Burroughs Adding Machine Company altera sua denominação para Burroughs Corporation. Um nome para a forte marca e sua ampla gama de produtos. Foi mais alargada com a inclusão da série "J", como as Tenkey, que forneceu um mecanismo de cálculo único, teclado reduzido, pequena. Destas surgiram uma série de modelos, com multiplicador como a J 700.

O mercado mecanográfico continuava forte, as máquinas Burroughs estavam entre as melhores mecanicamente e as mais complexas, com modelos que escreviam e somavam, porém ainda tinham um amplo campo para avançar, especialmente em bancos e instituições similares. No entanto, a Burroughs também se movia, no nascente campo dos computadores. Incipiente, com muito a acrescer.
1956
Em junho deste ano, a Burroughs inicia um processo de aquisição, adquiri a Electro Data Corporation, de Pasadena, Califórnia que tinha construído o Datatron 205 e trabalhava no Datatron 220; a Consolidated Engineering Corporation, que projetará instrumentos de teste. O primeiro grande produto de computação, veio desse casamento: o computador de tubo B205.
1960
No final deste ano, surge a faixa TC, ou seja, o TC500-Terminal Computer 500 com uma impressora do tipo “bola de golfe”. Da máquina de somar revolucionária a Sensimatic, capaz de realizar funções semi-automaticamente. Tinha um carro com movimento programável e capaz de armazenar 9, 18 ou 27 saldos em operações de lançamento contábil e agregada tinha uma máquina de somar mecânica marca Crossfooter.

A Sensimatic desenvolvida resultou na Sensitronic armazenando saldos em uma tarja magnética, parte do “cartão de razão”. O cartão inserido na plataforma móvel acumulava os resultados.

O Sensitronic foi seguido pelos modelos E1000, E2000, E3000, E4000, E6000 e E8000 um sistema informático de suporte de fita magnética, cartão leitor, uma impressora de linha e 1K (64 bits) de disco de memória.

No final da década de 60, a Burroughs desenvolveu uma calculadora com display eletrônico, que ainda carecia de aprimoramento como todas as calculadoras eletrônicas desse período.
Burroughs modelo C5205, um dos modelos de calcular eletrônica
1986
Neste ano, em setembro a Burroughs Corporation fundiu-se com Sperry Corporation para formar Unisys. W. Michael Blumenthal, era o presidente da Burroughs Corporation e Joseph J. Kroger, era o presidente da Sperry Corporation. Essa fusão, foi realmente a aquisição da Sperry pela Burroughs pelo valor de US$ 4,8 bilhões.

Essa fusão, tinha sido iniciada a mais de um ano e, concluída após um período de reorganização, desinvestimento de negócios não relacionados com área de informática, encerramento de algumas instalações e combinando departamentos semelhantes ou de dupla atividade, entre Burroughs e Sperry.

Na época, foi a maior fusão da história da indústria de computadores. Entretanto, a empresa formada a Unisys, ainda era apenas cerca de 1/5 do porte da IBM, com receita em cerca de US$ 10,5 bilhões. W. Michael Blumenthal tornou-se presidente e CEO, e Joseph J. Kroger, vice-presidente, da nova empresa: Unisys Corporation.

A Burroughs deixava o mercado mecanográfico definitivamente para se concentrar totalmente nas linhas relacionadas com computação. Fim de um época numa empresa que contribuiu num universo novo das máquinas facilitadoras do trabalho física e mental humano. Seguiu sua história no campo da informática.


Burroughs 1888
FACIT a máquina da Suécia
1906  
A marca da futura Facit, foi originalmente fundada como “AB Atvidabergs Industrier” (Indústrias Associadas), com sede em Atvidaberg, Suécia, para produzir produtos e móveis de escritório, porém empresa faliu em 1922.

John Elof Ericsson (25 de agosto de 1887 - 29 de junho de 1961) como já descrito amplamente na ABA – Escrita Mecânica, foi quem tomou uma decisão que por pouco, a história tomaria outro rumo na história mecanográfica: tornar a Facit Padrão um produto de produção da AB Atvidabergs Industrier.

Elof Ericsson embora cético sobre a potencialidade dessa máquina, quase vendeu-a para a Brunsviga. A primeira calculadora com o nome de Facit, era uma máquina feita em 1918 pela Axel Wilbel de Estocolmo, projetada por Odhner. Esse produto foi primordial e responsável pelo sucesso da marca FACIT.
1930
No final deste ano, Elof Ericsson tornou-se proprietário da empresa, através de emissão de direitos, transferidos do Banco Skanska, além de suas próprias ações votantes,  com apoio e influência de famílias Roos ligada ao Banco e da Agrell após a aquisição da Addo e da própria família Ericsson.
1938   

A fábrica “Halda” foi fundada em 1887 por Henning Hammarlund, (1857-1922), com finalidade fim de produzir relógios de bolso. O nome Halda é formado, por contração do sobrenome do fundador: HammarLunD.

A Halda havia produzido entre 1888 e 1917, cerca de 8 mil relógios de bolso. Devido a menor demanda desses relógios e conseqüente problemas financeiros, por causa da primeira guerra mundial, a empresa foi liquidada.

Neste ano, tornou-se subsidiária da AB Atvidabergs Indústrias com o nome de Facit-Halda AB. A Halda, permaneceu como uma marca de máquina de escrever no “Grupo Åtvidaberg” até 1957, quando passou para FACIT ABe o nome de máquina de escrever Halda deixou de existir. 

1942 - Original-Odhner uma nova marca no grupo AB, com nova história.
W. T. Odhner, no ano de 1871, ao reparar uma máquina “Arithmometer Thomas”, única calculadora mecânica em produção na época, despertou sua curiosidade. Estudou o mecanismo e decidiu que poderia melhorar aquele equipamento de cálculos.

Resolveu substituir os pesados e volumosos cilindros, modelo “Leibniz”, por um menor  e mais leve. Desenvolveu a primeira versão de sua calculadora mecânica em 1873, e deu o nome de Odhner Arithmometer, que era uma junção dos dois equipamentos, daí  um nome hibrido.


 Nos dois quadros - acima e abaixo - modelos bem antigos da linha de calculadoras, sendo que apenas
 o modelo NEA é manual; as demais são calculadoras elétricas.
1960
Na década de 1960, a empresa possuía um total de 8.000 empregados e filiais em mais de 100 países. A subsidiária brasileira da Facit torna-se sua principal filial. Neste período, mudou seu nome para Facit AB; no ano seguinte, adquiriu a concorrente Addo mantida como uma subsidiária separada.  Controlada pela Facit, sob a liderança popular de Gunnar Ericsson, filho de John. 

Abaixo, mais modelos diferentes do apresentado no quadro acima, de calculadoras mecânicas elétricas que embora tenham o mesmo padrão de mecanismos são modelos com pequenas diferenças.

Foto da marca no fundo das calculadoras C1-13, onde o modelo foi fabricado
Dois modelos fabricados no Brasil 


Os modelos acima, são posteriores ao apresentado acima, produzidos pela  Facit AB. Houve m série de produtos lançados como FACIT AB.  
1966 - A primeira calculadora Facit, veio com a série 1120, fabricada pela Sharp japonesa.
1968
A Facit abriu uma fábrica em Örsätter com objetivo de produzir a calculadora eletrônica sueca.
1970
No início da década de 1970, mais de 1.000 empregados trabalhavam na fábrica de Svängsta.  A Facit sob a liderança Gunnar Ericsson, filho do fundador da empresa, atingiu o ápice histórico de crescimento, com mais de 14.000 empregados em todo mundo, com foco em calculadoras mecânicas. 

A empresa que desde 1957 se expandia, estava agora em 140 países. Teve crescimento de receita global por 500 por cento para cerca de 1 bilhão. A subsidiária Facit no Brasil, era um dos carro-chefe da corporação.

1977
Neste ano, após alguns anos de fusão com a Electrolux, a Facit encerrou a produção das calculadoras mecânicas, que tanto elevou a marca ao domínio do mercado mundial.
1983
Novamente a Ericsson, através da “Sistemas de Informação Ericsson”,  compra a Facit onde foi iniciada a fabricação de microcomputadores. Durante quatro anos, o computador caseiro “Facit DTC” tornou-se muito popular na Suécia. Com algumas soluções inovadoras, com linguagem de programação, versão do BASIC.
1987-1988
No final dos anos da década entre 1970 e 1980, o negócio de mecanografia foi piorando e perdendo mercado. Em 1987, ano em que a marca Halda completava seu centenário, Ericsson anunciou a venda da Facit ao grupo norueguês Design Data. Em 1988, a empresa foi dividida entre outros grupos estrangeiros.
1992-1993
A Facit Holding AB continuou produzindo as máquinas de escrever eletrônicas, computadores pessoais e placas de circuito impresso, porém perdia posição e se deteriorou, ao ponto da empresa falir nesse período.



Olivetti Mundial

A maior indústria e revenda de equipamentos mecanográficos


1868
Primeira fábrica da Olivetti
Neste ano, nasceu em Ivrea, Camillo Olivetti, em 13 de agosto de 1868, um personalidade com autêntico espírito empreendedor, vigor ao progresso. Ao término do ensino médio, matriculou-se no Real Museu Italiano Industrial, iniciou os cursos de engenharia elétrica, ministrados por Galileo Ferraris onde obteve licenciatura em 31 de dezembro de 1891, formou-se em Engenharia Industrial. Foi o fundador da Olivetti.

Viveu por mais de um ano em Londres, para necessidade de aprimorar o inglês e ter a experiência de trabalho num lugar aonde a revolução industrial estava mais adiantada. Depois conheceu os Estados Unidos, pesquisou em universidades americanas, passou alguns meses em Palo Alto, na Universidade de Stanford, de novembro de 1893 a abril 1894, como assistente de engenharia elétrica, onde teve a oportunidade de estudar em laboratório o potencial e as várias aplicações do uso de eletricidade.

Nessa viagem, Camillo Olivetti, comparou o quanto a realidade americana era melhor, do que a inglesa, não apenas do ponto de vista da indústria, como também do social. No retorno à Itália, buscou parceria com dois antigos colegas, para juntos capitalizar e importar, máquinas de escrever e bicicletas, grandes novidades naquele momento. Era o princípio da Olivetti.
1896
Neste ano é fundada em Ivrea a  "C. Olivetti  Co.

Primeiro com a idéia baseada naquelas implantadas por Thomas Alva Edison nos Estados Unidos. Uniu-se em sociedade para fundar uma empresa para produzir e comercializar instrumentos de medição elétrica, para laboratórios de pesquisa. Foi a última vez em que Camillo Olivetti, não tinha a maioria absoluta das ações de uma empresa, conceito passado aos descendestes.
1908
Neste ano em 29 de outubro, Camillo Olivetti, deixou a sociedade e a cidade de Milão com quarenta funcionários, retornou a Ivrea, para fundar a primeira fábrica na Itália de máquinas de escrever. O nome da empresa veio do passado: "Mr. Olivetti & C. ".

O contrato de fundação foi assinado com capital de 350 mil liras, na presença do tabelião distrital e inúmeras testemunhas, quando fez questão de acrescer "a primeira fábrica nacional de máquinas de escrever ", famosa, como “sua fábrica de tijolo vermelho,” que logo provocou rápida expansão.
 
Camillo, desde o princípio adotou normas inovadoras e de bem social: selecionou e treinou os trabalhadores para aprimorar o desenvolver profissional exigido nessa empreitada. Buscou executivos talentosos, para a realização eficaz do empreendimento.

No papel de pequeno industrial e inventor, Camillo Olivetti,não omite suas idéias para a classe trabalhadora”. Aliás, a empresa Olivetti se fundamentou no princípio de treinamento aos seus colaboradores em toda sua existência.

1908 -  Ano do projeto da primeira máquina Olivetti.
Camillo centralizou sua invenção, assumiu todas as responsabilidades, viajou duas vezes aos EUA, para comprar diversas máquinas produzidas na América, examinou o nível de concorrência, as criações e modificações utilizadas por inventores de tipewriter. Checou todas as possibilidades para fabricar a mais aperfeiçoada máquina de escrever.

1911 -  Ano do primeiro modelo:  M1.
Foram dias difíceis em termos financeiros, mas três anos depois, primeiro modelo, o M1, ficou pronto: inteiramente projetada por Camillo Olivetti, assim com algumas máquinas-ferramentas indispensáveis para a produção das peças do equipamento. O engenheiro Camillo, treinou um grupo de cerca de vinte pessoas, que o auxiliaram na invenção da primeira Olivetti M1.

A Olivetti M1 foi apresentada na Exposição Universal de Turim, em 1911, comemorando o qüinquagésimo aniversário da "Unificação da Itália”. Além da M1, foi apresentado um painel sobre o funcionamento de oficina Ivrea.

A máquina de escrever Olivetti modelo M1, era diferente dos modelos americanos. Tinha linha simples e elegante; mecanismos inovadores e rápidos. A publicidade apresenta a máquina de escrever M1 com desenho original, excelente visibilidade de escrita, teclado padrão, escrita em bicolor, tabulação decimal, tecla retorno do carro, retorno de linha, margens, fabricação moderna e precisa.

Dessa feira, vieram as primeiras encomendas. Um desses, o pedido de 100 máquinas para a Marinha Americana. Dessa forma, começou o sucesso da primeira fábrica nacional de máquinas de escrever no solo europeu.

1913 - A Olivetti já tinha em sua fábrica cerca de 110 funcionários.

1915  - A Itália neste ano, declara guerra à Áustria.
A Primeira Guerra Mundial, foi de suma importância para a Olivetti. Parte de sua fábrica de máquinas de escrever é destinada, para produzir armamentos bélicos. Foi o ponto de virada, de super lucros, de aprender com a produção tecnológica avançada de peças, para aviões britânicos fabricados na Olivetti.
1920  
No período pós-guerra, surgiu a Olivetti M20, a máquina de escrever aperfeiçoada. A Olivetti se organiza modernamente e introduz a linha de montagem, para produção do modelo M20. Dois anos depois monta 2000 máquinas de escrever. Um produto, cujo sucesso permitiu a empresa Olivetti implementar um plano de negócios para abranger uma fatia muito maior: o mercado mundial, baseado em assistência aos clientes, através de sucursais.

Logo  apareceu em Milão, primeira filial, seguida por outras italianas e estrangeiras. Esta estratégia permitiu-lhe vencer a concorrência internacional, principalmente dos mercados americano e alemão, jogando na qualidade do produto, assistência técnica local.
1925  
Neste ano, Camillo Olivetti aos 57 anos escolheu seu sucessor: Adriano, segundo dos filhos, que ingressou neste ano na Olivetti. Entre 1920 a 1926, a fábrica atingi a produção de oito mil unidades anuais.

No decurso da década, a Olivetti ampliava sua linha de novos de equipamentos para escritório;  produziu os primeiros modelos de mobiliário de escritório chamado de "Synthesis"; lançou máquinas de cálculo, começando com as MC4S, o teletipo T1p. Várias destas contábeis, de muita complexidade mecânica .
1928
Adriano Olivetti, cuida dos processos de produção. Cria dois departamentos: o Centro de Suporte a Clientes e o Serviço de Publicidade na Olivetti do qual passa a dirigir.

Abaixo, máquinas que transformaram a Olivetti em um sucesso de preferência, todas fabricadas na década
de 1925/1935 na cor preto enrugante, teclado em anel, o emblema realçado numa chapa por prensa e o
desenho do projeto trazendo uma similaridade.

1937
É construída uma nova ala na fábrica, ampliando a produção, essa expansão permitiu elevar a produção anual: 21575 máquinas de escritório e 15694 de máquinas portáteis para atender aos pedidos nacionais e 9502 para exportação.

Neste período, a Itália esteve ligado ao Eixo, a fábrica de Ivrea, tornou-se a sede do Comitê de Libertação Nacional para lutar contra o fascismo e o nazismo. Muitos funcionários da Olivetti morreram nessa guerra,  os nazistas destruíram parte da fábrica, alguns operários são mortos. Entretanto, em menos de dois anos a fábrica da Olivetti.
1950
Após a Segunda Guerra Mundial, a Olivetti parte para obter a liderança mundial. Se estabelece nos Estados Unidos sob a liderança do terceiro filho de Camillo, Dino Olivetti.
1957
Neste ano, a Olivetti chega ao Brasil, construindo sua fábrica em Guarulhos, São Paulo. A fábrica foi montada com equipamentos modernos, para fabricar em larga escala, uma série de equipamentos de escrever e somadoras.

A primeira máquina fabricada foi a Olivetti Lexikon 80. Seguiu-se um longa série de modelos dos mais diversificados, incluindo a exclusividade de montar os aparelhos de telex, sob homologação da Embratel, uma invenção super moderna na época. Abaixo, testes finais após produção da linha do modelo Lexikon 80.
1959
Absorveu neste ano, a “Underwood” americana, a principal concorrente, com cerca de 11 mil funcionários.
1960
Num acidente de trem morre Adriano Olivetti e é substituído por seu filho mais velho, Roberto Olivetti. Na época da morte de Adriano Olivetti, a Olivetti Industrial, saía de uma pequena oficina no norte italiano, para fábricas nos Estados Unidos, Espanha, México, Argentina e Brasil

Operando com milhares de funcionários em todo o mundo, com representantes, distribuidores e oficinas autorizadas em centenas de cidades, de dezenas de países. Sem contar, as milhares de casas comerciais ou pontos de venda, oficinas mecanográficas, espalhadas por todos cantos, podendo atender a linha Olivetti sem restrição, de conseguir peças, acessórios ou qualquer material de reposição. Nada comparado com a Olivetti e seus produtos .

Abaixo, três modelos que  além de demonstrar a evolução técnica - resultado de pesquisa, projeto e técnica - da área de engenharia, mostram um desenho arrojado, especialidade italiana. Foi quem estes ingredientes que a Olivetti tornou-se uma gigante da mecanografia.
1962 - Surge a P101.
Nasce a primeira calculadora programável a P101, desenvolvido as escondidas pelos técnicos da empresa, por não contarem mais com a divisão eletrônica. A P101 foi comprada pela NASA, exército americano e inúmeras grandes empresas americanas.
O quadro acima demonstra aspectos de duas fábricas Olivetti; na imagem da esquerda, o princípio das atividades com a montagem das máquinas de escrever M1 e à direita, a linha de somadoras MC20, uma linha com produtos de de inúmeros modelos para atender a cada necessidade, abaixo um desses modelos, a Quanta 20 - do nosso acervo.
A Olivetti fabricou equipamentos com qualidade, técnica avançada de movimentos e de material, durante sua longa trajetória. Abaixo, modelos de máquinas de escrever mecânicas semi-portáteis, um tipo de máquina intermediária entre uma standard e a pequena portátil. Há modelos entre os apresentado nos quadros abaixo com pequenas variantes de apresentação.  
Abaixo, modelos fabricados da década de 1980 em diante, na cor azul tradicional usada em outros modelos como a Lexikon 80 e Lettera 22. Todas fabricadas no Brasil.
O modelo Studio 46, fabricado na Olivetti Mexicana, veio substituir a Studio 44 com mecânica de andamento do carro completamente diferente trocando os rodízios do carro por um sistema de corrediças com elementos de plástico e também no conjunto de andamento da fita.

No Brasil, as oficinas mecanográficas alteravam ambos conjuntos por peças resistentes de ferro e latão, sanando problemas intermináveis, usados apenas para diminuir custo de fabricação. Essas máquinas foram fabricadas sob controle acionário exterior à família Olivetti.
1978
Carlo De Benedetti,  torna-se um novo acionista pela compra de um grande número de ações e preferência de outros acionistas assumi a presidência da Olivetti, uma estrutura poderosa e uma marca mundialmente conhecida, graças ao trabalho realizado pela família, porém estavam endividados.
 A linha de calculadoras eletrônicas que passou a prevalecer no mercado mecanográfico a partir de 1975-1980 foi extensa na produção da Olivetti. Os cinco modelos deste quatro foram fabricados na Zona Franca de Manaus, no Amazonas pela Olivetti do Brasil S/A.


1979
Nasce a ATC (Olivetti de Tecnologia Avançada) em Cupertino, EUA, na 4 Mariani Av. aonde a dois quarteirões dali está sendo projetado o chip LSI para a primeira máquina de escrever eletrônica mundial ET101 que estava sendo projetada em Ivrea, Itália. Surgem outros produtos como: fax, copiadoras e caixas registradoras para ampliar o leque da Olivetti, como sempre foi a história familiar.

1980
Neste ano, a Olivetti lança a Olivetti Praxis 30 e a 35, um modelo de portátil eletrônica, embora estejam chegando os computadores há ainda, muito espaço para as máquina de escrever. Abaixo, quatro máquinas de escrever eletrônicas da série ET fabricadas neste período pela Olivetti do Brasil S/A, exportadas para inúmeros países.

1982
Fabrica o primeiro computador europeu Olivetti M10. Nesse período atingi a qualidade de ser uma das dez empresas de informática do mundo.
1983
A Olivetti lança no mercado um série de produtos; entre estes, um dos primeiros computadores domésticos com programas para conectar-se com computadores remotamente. Surge o Olivetti M20, uma espécie de clone do IBM PC; o M24 em parceria com a americana AT & T, considerado um sucesso.

1985 morre aos 57 anos Roberto Olivetti.
Em 27 de abril de 1985, quase um mês após completar 57 anos, morreu um empreendedor culto, de visão e natureza inovadora. Muitas vezes, obrigado a limitar sua amplitude comercial, por oposição e críticas de acionistas, dentro destes familiares.
1986
Em abril deste ano, a Olivetti, o maior fabricante de máquinas de escrever, como também de computadores italianos com cerca de 280 mil unidades vendidas; anunciou a compra da Triumph Adler e da Royal do grupo Volkswagen. Por quase duas décadas Royal foi uma parte da família Olivetti. Desse modo, a Olivetti adquiriu todos os maiores fabricantes restantes do ramo mecanográfico.
1988 - 1989
O acordo “AT T e Olivetti”, ao final da década de 80, transformou essa parceria numa das maiores fabricantes de computadores pessoais na Europa, com 13% de domínio europeu. A única empresa na Europa, a desenvolver e produzir discos rígidos para seus computadores pessoais. Também forneceram “aparelhos de teletipo (telex)” à OTAN. Ainda em paralelo à produção dos computadores pessoais, outra projeto chamado "Linha 3000" montava mini-computadores potentes, usando a tecnologia Olivetti.(ao lado direito, montagem do telex Olivetti modelo T1)

1995 - Outros padrões na informática
A concorrência no modo tradicional, de registro e uso de dados, através de máquinas de escrever e nestas as eletrônicas, afetou a todos aqueles que se utilizavam de um plataforma convencional e fez surgir um modo diverso, novo, inovador.

A Olivetti perdeu sua linhagem profissional. Outros padrões nasceram, à luz de uma novidade, dentro da qual se usufruía descobertas nascidas no seio da própria mecanografia.

1998
O Grupo Olivetti vendeu uma parte dos ativos para a multinacional Wang. Estava com a seguinte situação em 31 dezembro de 1997: 3,4 bilhões de dólares em receitas e um total de 11.970 funcionários. No final, dessa reorganização a Olivetti obteve um volume de negócios equivalente a € 3380000000 (euros) e 15.402 funcionários. Dos 11.970 funcionários transferidos para a Wang, a Olivetti tinha em 1997, 26.059 funcionários.
1999
De fevereiro em diante, através da subsidiária, Olivetti Tecnost,  faz oferta pública de aquisição e troca da Telecom Itália. Em junho deste ano, obtém o controle da quota de 51,02%, dessa empresa.

O valor dessa aquisição foi financiado num total de: 61.000.000 milhões de liras, diretamente através dos bancos com títulos da subsidiária Olivetti Tecnost pela emissão de novas ações com valor de mais de 37.000 bilhões. A empresa Bell, sediada em Luxemburgo passa controlar 22% da Olivetti. Houve outras operações neste período e essa compra foi considerada duvidosa e incompleta.
2000
Em julho deste ano, o principal acionista da Olivetti era a HOPA com 26% controlado pela Fingruppo Holding SpA com 32,59%; a National Trust SpA com 6,29%; o GP Finanziaria SpA com 3,62%); a Omnia Holding SpA com 3,15%; o BC Com S/A com 2,53% e o Banco di Brescia com apenas 2,21%.
2003
Em 29 de julho deste ano, a Olivetti SpA é incorporada Telecom Itália SpA com 54.610 milhões de euros em receitas e 129.063 empregados.  A continuidade da conceituada e centenário marca Olivetti fica assegurada pela Olivetti Tecnost, embora controlada 100% pela Telecom Itália.


O fim da Olivetti, como Olivetti

Desse confronto, com novas tecnologias eletrônicas em outro modus, perdeu a Olivetti e o mundo da mecanografia, principalmente no campo das impressoras, um segmento aonde o resultado da impressão é “periférico”.

A Olivetti foi sem sombra de dúvida - o maior fabricante do ramo mecanográfico - com a mais completa linha de produtos em toda extensão e com equipamento para quaisquer necessidades na administração dos negócios.







1904

Neste ano, no mês de janeiro é fundada a “The Royal Typewriter Company” numa oficina mecânica em Brooklin, New York por Edward B. Hess e Lewis C. Myers. Porém, um ano depois, os limitados recursos de Hess e Myers esgotou-se. Os sócios buscaram no rico financista Thomas Fortune Ryan, a possibilidade de levar adiante o promissor empreendimento.
Lado esquerdo, Hess;  lado direito, Myers.


Hess e Myers demonstraram terem inventado uma nova máquina com suas inúmeras inovações, incluindo: fricção do cilindro, deixando-o livre ao movimentar o entrelinhas; rolamento do carro por esferas; um suporte adequado para o peso do carro; nova alimentação de papel; ação leve e mais rápido das barras de tipos através de molas especiais; visibilidade completa do que era datilografado.

Impressionado com esse moderno maquinismo o financista Ryan injetou cerca de US$ 220.000 ficando nesse acordo econômico, com o controlo financeiro da empresa.
1906

Neste ano, no mês de março, marca o primeiro ano de produção da empresa: The Royal Typewriter Company, Nova York, EUA, tendo como primeiro fundador e vice presidente E. B. Hess. O lançamento da máquina de escrever Royal n° 1 Standard, série 60.395 veio para competir com marcas que dominavam o mercado: a Remington e a Underwood.
Fábrica da Royal em 1908
1908
Houve uma demanda crescente no mercado de máquinas de escrever, é a Royal em crescente expansão, adquiriu em Hart Ford, Connecticut um novo local onde construiu sua fábrica com 23.000 m2 ao custo de US$ 350.000.
Aspecto interno dessa fábrica
1909
Neste ano, houve o lançamento da Royal Standard 1, produzida entre 1906 até 1911.
1910
Neste ano, nas máquinas de escrever, a parte traseira das Royal demonstrava uma lista das patentes, decorrentes de aperfeiçoamentos, e mesmo assim, esse espaço traseiro era insuficiente.
1911
A Royal 1 foi seguida pela Royal 5 com carro de tamanho semelhante, tipo de mesa (standard). Este modelo, também se notabilizou como segundo lance de sucesso da Royal.
1914
Neste ano, surgiu a Royal 10, um modelo clássico, com duas placas de vidros laterais chanfrados em cada lado. Este modelo, levou a Royal  a ser uma das líderes de mercado de máquinas de escrever. Abaixo, apresentamos quatro imagens desse famoso modelo...


1923
Até este ano, Hess procurando aperfeiçoar sua invenção obteve mais de 140 patentes para diferenciar a máquina de escrever.
1926
Neste ano, a Royal introduziu no mercado "Roytype", o nome da marca para a linha de fitas para máquinas de escrever e de papel carbono. Além disso, entrou no mercado de máquinas de escrever portátil, para competir com seus concorrentes mais fortes: a Underwood , L C Smith Corona e Remington.
23 de setembro
Neste ano e mês, com finalidade de promoção da nova máquina de escrever portátil, o presidente da Royal, George Edward Smith, assegurou patrocínio exclusivo do Dempsey Tunney, um campeonato de luta de boxe pelo montante de US$ 35.000. Foi a primeira investida em propaganda, nível nacional por audiência no rádio. O jornal "The Daily News" de Nova Iorque, estimou que mais de 20 milhões de pessoas ouviam a transmissão dos programas dessas lutas de boxe, de costa a costa americana.

A introdução da linha de portáteis da Royal, de  imediato provocou um sucesso absoluto, pelo ineditismo da divulgação do produto. Este lançamento frutificou e lançou a empresa ao patamar de  primeira marca em venda de máquina de escrever do mundo.
9 de outubro
Ainda no ano de 1926, o jornal diário, Hartford Courant registrou que a Royal, tinha produzido sua milionésima máquina de escrever.
1927
Em agosto deste ano, a Royal através do seu presidente George Edward Smith, a fim de promover a robustez e a durabilidade de suas máquinas de escrever, comprou um avião tri-motor Ford-Stout.

Através deste avião, lançou-se o plano chamado de “Royal Airtruck”, a empresa entregou de “para-quedas” para os concessionários mais de 200 máquinas de escrever em caixas. O vôo inaugural foi sobre a costa leste americana. A Royal finalmente despachou mais de 11.000 máquinas de escrever desta forma, com apenas 10 delas danificadas.
1941
Morre em janeiro deste ano, Edward B. Hess, um dos fundadores da Royal e seu vice-presidente, em Orlando, Florida. Hess foi um inventor prolífico e incansável, com mais de 150 patentes relacionadas com a melhoria do funcionamento da máquina de escrever.
II Guerra Mundial 
A Segunda Guerra Mundial, trouxe uma enorme mudança para não só para a Royal, mas a seus concorrentes americanos diretos, foram obrigados a ajudar o governo no esforço de guerra. As indústrias mecanográficas passaram a produzir material bélico, o mesmo ocorreu com a Royal que converteu sua direção exclusiva para esse fim, vindo a fabricar metralhadoras, rifles, balas, hélices e diversas peças para reposição em motores de avião.
1945
Em setembro deste ano, fim do período de guerra,  recomeça a produção em tempo integral da fabricação das máquina de escrever.
1947


Neste ano, a Royal ainda com os impactos anteriores, produziu em quantidade limitada, porém uma versão banhada a ouro do popular modelo de luxo Royal Quiet. Desta versão especial e cara, apenas poucos e famosos compradores como: Ian Fleming, romancista britânico criador de James Bond e de romances; Ernest Hemingway escritor americano e muitos outros escritores e famosos, adquiriram este modelo portátil.
Foto do escritor Ian Fleming, 
escrevendo numa Royal portátil

Também neste ano, a Royal ganhou alguns processos por uso indevido de suas patentes contra seus concorrente diretos: a Remington e L C Smith Corona. Outros fabricantes menores de máquinas de escrever se utilizaram de  inovações da Royal em suas máquinas de escrever.
1948
Somente em dezembro deste ano em diante, a Royal pode conseguir recuperar o atraso em sua carteira de produção do período do pré-guerra.
1950
Neste ano, em fevereiro a Royal, lançou sua primeiro máquina de escrever elétrica, e Lewis C. Myers, morreu em Freeport, New York, aos 84 anos de idade, o sócio sobrevivente fundador da Royal Typewriter Company.
1953
Na década seguinte do pós guerra, a demanda mundial por equipamentos de escritório, levou a Royal neste ano, a fundar na cidade de Leiden, nos Países Baixos uma nova fábrica para produzir máquinas de escrever.

Fábrica da Royal Typewriter em 1953

1954
Neste ano em abril, a Royal e a McBee, um dos principais fabricantes de máquinas de estatísticas e contabilidade, organizam um plano para fusão, vindo  os acionistas no mês de julho, a aprovar essa união.
1954-1964
Neste período, a “Royal McBee” foi listada como uma empresa de sucesso na revista Fortune 5, pois suas vendas subiram de US$ 84,7 milhões para mais de US$ 113 milhões.
1957
Neste ano em dezembro, a Royal divulgou que tinha produzido sua máquina de escrever de n° 1.0000.000 (um milhão). A Royal foi parabenizada por autoridades americanas, entre estes o Secretário de Comércio e o governador de Connecticut, Abe Ribicoff.
1964
Neste ano em dezembro, a empresa despertou interesse comercial da Litton Industries diante das tratativas dos seus acionistas, aprovaram a aquisição Royal McBee, negócio concretizado no final em março de 1965.

A Litton Industries mudou o nome de Royal McBee, retornando novamente para a tradicional marca Royal Typewriter, reorganizando a empresa em cinco divisões: Royal máquina de escrever; Roytype, produtos de consumo; Roytype Suprimentos, Sistemas e RMB.
1966
Neste ano em outubro, a Litton adquiri a Imperial, produtor inglês de máquinas de escrever, por intermédio da divisão Royal Typewriter.
1969
Neste ano em janeiro, a Litton Industries cimentou ainda mais sua posição no mercado mecanográfico comprando a Triumph Adler, fabricante alemão de máquinas de escrever.
1970
No início deste ano,  Divisão de Processamento de Dados é vendida para Control Data Corporation. No decorrer dessa década em diante, o mercado mecanográfico foi invadido por calculadoras eletrônica de bolso em meados dos anos 1970. Também nesta década, a empresa começou a comercializar calculadoras eletrônicas feitas por outras empresas, porém logo a empresa iniciou sua própria produção, especialmente os modelos "Cogito". 
1973
Neste ano no mês em março, quase imediato à compra pela Litton da Triumph Adler obrigou o governo dos EUA apresentar um terno anti-trust acusando a Litton de criar monopólio. A FTC determinou em cumprimento a Lei Anti-Trust que a Litton desfaça a aquisição da Triumph Adler.

A partir deste ano, teve queda dramática nas vendas. O mercado das calculadoras eletrônicas tinha inúmeros concorrentes, interferindo em preços e o valor final dos equipamentos para quem não tinha um produto próprio.
1975
A Litton Industries recorreu e numa rara inversão, a FTC emitiu uma decisão final em abril do presente ano, reconhecendo que a compradora poderia manter a Triumph Adler.
1979
Neste ano em março, com finalidade de diversificar seus negócios, a Volkswagen, estranha no ramo mecanográfico, porém sabendo da amplitude desse mercado, adquiriu a participação majoritária de 55% na empresa natural alemã, Triumph Adler.
1982
Neste ano, a Litton Industries, obteve em vendas na América do Norte a totalização de mais de US$ 600 milhões, incluído os negócios das divisões Royal e da Triumph Adler.
1986
Neste ano, no mês de abril, a Olivetti, tradicional empresa italiana, fabricante de máquinas mecanográficas e computadores adquiri a Triumph Adler e a Royal da Volkswagen e por cerca de duas décadas a Royal fêz parte da grande família Olivetti.
1980/1990
Durante essa década, a Royal, produziu máquina escrever eletrônica com sistema de impressão por “margarida”, como a Royal LetterMaster, um modelo mais barato e a Royal OfficeMaster 2000.

Abaixo, a Royal eletrônica ladeada pelos primeiros modelos, o n° 5 e a Royal de carro grande montada na base do  modelo 5, mas o modelo e´o n° 8 - ambos de 1911. A modernidade atingindo o ápice da evolução em máquinas de escrever.
2004
Neste ano em setembro, novamente a Royal torna-se uma empresa americana privada, com a denominação de Royal Consumidor Informações Produtos Inc., ampliando a linha de produtos, incluindo caixas registradoras, retalhamento, PDAs, agendas eletrônicas, balanças postais, estações meteorológicas e ampla gama de suprimentos de imagem compatíveis, acessórios de apoio a impressoras, faxes e fotocopiadoras.
Royal modelo 10

Relação cronológica das máquinas escrever fabricadas
pela Royal Typewriter Company por ano , modelo e detalhes

1906 -     Royal 1 Standard, o primeiro modelo, standard (de mesa);
1911 - modelo n° 5, base plana, carro de 11”; modelo n° 6, base plana, carro 15”;
                modelo n° 8, base plana, carro de 19”;
1914 -     modelo n°10, desenho vertical, vidros chanfrados;
1926 - modelo portátil, o primeiro modelo da Royal;
1931 - dois modelos portátil, segundo portátil;
1932-33  modelo Signet, portátil de baixo custo;
1934 -     modelo KHM, a tampa da fita levanta;
1935 -     modelo Júnior, portátil de baixo custo;
               modelo Standard,  portátil controle toque;
1939 - modelo KMM, controle de toque de suspensão;
1941 - modelo De Luxo, sistema margem mágica (automática); modelo Companion Varsity, com fita                    de duas cores; modelo Varsity, projetada por Henry Dreyfuss;
               modelo Varsity, substituída por Júnior e Signeta, ambas de  baixo custo;
1948 - modelo Quiet Luxo, projetada por Henry Dreyfuss com dois modelos; modelo Seta, feita
               para uso militar na II Guerra Mundial;
1949 - modelo KMG, carro extra longo;
1950 - modelo Companion, projetado por Henry Dreyfuss, com dois modelos;
                modelo elétrica, 1ª máquina escrever elétrica Royal;
1953 - modelo Diana, fabricada em Mannheim, Alemanha até 1959;
1954 - modelo HH, portátil Touch Control;
1955 - modelo Royalite, portátil fabricada em Leiden; modelo Companion Sênior, portátil,
               Low-cost full size; modelo Companion, 3º modelo, versão baixo custo;
               modelo Quiet, 3º modelo, pintada, com escolha em seis cores;
1958 - modelo Futura, primeira portátil com nível de teclado claro/set;
1962 - modelo Eldorado, tipo Royalite em preto e dourado; modelo Dart Royalite especial, a tampa
              de fita levanta, Montgomery Ward; modelo Lark Royalite, a tampa de fita levanta; 
              modelo Imperatriz, standard (de mesa), padrão futurista;
1963 -   modelo Royalite 64, com fita duas cores, nas cores amarela ou cinza;
1964 - modelo 5000DW; modelo Safary, portátil, full-featured; modelo Royalite 65, com novo desenho,               fabricada na base da Futura;
1965 - Skylark, portátil, uso de plástico em tampas;
1966 - Royalite, modelo dois, portátil, uso de plástico, a tampa levanta;
              modelo Royal 890, nas cores branco, beje e cinza; modelo Telstar, é cópia do modelo Safary,                  com menos recursos, de qualidade inferior;
1967 - Royal 550;
1968 - modelo Custom II, portátil em vermelho ou carvão, um das últimas produzidas nos EUA;  modelo  Mercury, portátil, feita no Japão por Silver-Reed, as primeiras em  marfim, outras metálica; modelo Century, pintada em dois tons de azul, a tampa da fita levanta; modelo Signet, na cor  cinza, fita duas cores; modelo Jet, versão em azul do modelo Signet;
1969 - modelo Apolo, portátil elétrica;
1972 - modelo Tab-o-Matic, com tabulação pré definida, cor  marrom escuro; modelo Sabre, portátil                    fabricada em Portugal; modelo Astronauta, portátil de plástico, feita Japão; modelo                                  Fleetwood, portátil, uso de plástico, feita em Silver-Reeed (chamada modelo camping);
               modelo Sprite, plástico, com  rádio transistor;
1975 - modelo Sahara, também modelo Adler Tippa S, em plástico azul brilhante;
1979 -    modelo dois Safari, fabricada em Portugal;
1989 - modelo Safari III, portátil, fabricada na Coréia;
1990 -    modelo Cavalier;

Modelo 1, ano 1906
Adler e Triumph - as alemãs

A Adler e a Triumph foram duas empresas alemãs que além de atuarem no campo automobilístico, também desenvolveram máquinas mecanográficas. Ambas atingiram uma evolução de qualidade excelente nesta atividade. Cada qual, seguiu uma trajetória própria, entretanto partilharam de alguns projetos em conjunto, em certo período se fundiram, tornando-se uma só empresa até o término desse ramo. Vamos relatar os caminhos seguidos até esse encontro.

Adler

1880





Heinrich Ludwig Kleyer nasceu em Darmstadt a 13 de dezembro de 1853 e morreu em Frankfurt em 9 de maio de 1932.


Foi engenheiro mecânico, fundou neste ano, a fábrica Adler para produzir bicicletas em Gutleutstrabe, em Frankfurt. H. L. Kleyer, como empresário foi pioneiro em construir bicicletas, motos e carros, é em reconhecer o enorme potencial futuro das máquinas de escrever.

1889
A fábrica de Gallusviertel, em Frankfurt, foi aonde começou a produzir veículos com motores “De Dion”. A empresa cresceu continuamente, sendo convertida numa sociedade anônima. Neste ano, também foi decidido entrar num novo ramo: a produção de máquinas de escrever, a primeira do ramo na Alemanha.  
1898
Foi neste ano, o início de produção de máquinas de escrever


A produção das máquinas de escrever “Adler” se concretizou graças ao americano, Wellington Parker Kidder (1853-1123) inventor das “Franklin”. Kidder, após sair deste projeto, criou seu próprio modelo, chamada de “The Wellington”. Vendida, sua patente serviu de base para as primeiras máquinas de escrever Adler.

A colaboração de W. Parker Kidder, foi primordial para nascer a própria versão da  primeira máquina de escrever fabricadas e lançada por Heinrich KLEYER da Adler, recebendo o nome de Empire”.

Obteve muito sucesso industrial, graças ao mecanismo de fácil uso, material de melhor qualidade, principalmente nas barras de tipo de puro aço, proporcionando um alinhamento perfeito da  nova máquina de escrever. Ao lado esquerdo,...
1894 - Residência de Heinrich Ludwig Kleyer 
inventor das máquinas Adler 



1899 a 1903
O sucesso permitiu partir para novos modelos populares e melhorados, com o modelo 7, cuja aparência lembrava a “Império”, também projeto original do inventor americano, Wellington Parker Kidder, cuja licença para produção e venda, da marca americana-canadense foi adquirida pela Adler, com pleno direito de desenvolver seus produtos de forma independente. 
1900 
A primeira máquina, verdadeira, da marca Adler, veio ao mercado com o Modelo 7 trazendo uma águia abrindo as asas, pousando numa bicicleta. Uma concorrente de máquinas de escrever, de linha altamente bem sucedida. Ganharia o mundo, para desagradar muitos fabricantes. Deste período em diante, a Adler irá construir sua linha bem sucedida, de máquinas de escrever, altamente comercializada na Alemanha e exportada mundo afora.

1901 - começou a fabricação de motocicletas pela fábrica da Adler.

1902
Neste ano, surgiu o modelo 8, de tamanho normal, com várias adaptações, Adlerwerke. A produção perfez o número de 4000 máquinas fabricadas neste período. Surgiu o emblema - “Adler” - a águia em aço, marcando sua impressão comercial.
1909
A Adler 11,  é um modelo com duas fontes, (idiomas) dois tipos de letras com seis símbolos. Neste mesmo ano, nasce modelo 15, com quatro fileiras de teclas. Os demais modelos anteriores, continuaram no catálogo da fábrica. A produção chegou ao volume de 50 mil. O modelo 15, começou a ser trabalhado pela empresa com as mudanças necessárias no maquinismo industrial. Embora o desenvolvimento tenha começado neste ano, a máquina ficou plenamente pronta em somente em 1923, 14 anos após o original desenvolvimento até chegar numa concepção aprimorada.
1910
Surge o modelo 14 (bilíngüe), seguido do 16, com produção numeradas até 62 mil máquinas, estes modelos (14 e 16) fabricadas no ano de 1910.
1911
Com quatro fileiras no teclado, os tipos com dois idiomas é criado o modelo 17 produzida com número de 75 mil unidades. Em 1912, a Adler constrói sua fábrica em estilo clássico, com torres. Inicia o modelo 19 de teclado matemático e a portátil modelo 1.
1913
Neste ano, a Adlerwerke lança o primeiro modelo europeu da introduzindo a pequena máquina de escrever, muito mais leve, versão portátil, a Klein-Adler, e ainda, o Klein Adler 2 para beneficiar um público consumidor considerável de estudantes e particulares. Está máquina vêm a ser uma concorrente da Corona 3.
1913
Enfim o modelo Adler 15 começa a replicar.
Este modelo contém quatro fileiras de teclas e um único jogo de tipos em maiúsculas e minúsculas, acrescido de caracteres usados no idioma alemão. A máquina de escrever, modelo 15, foi um passo de introdução regular da empresa, no mercado mundial extremamente bem sucedida, e veio a ser produzidas até ser forçada, a sair do negócio em 1995.

1910-1912 – A Adler constrói sua fábrica em estilo clássico, com torres.

1914/1922/1930
Durante este período, dedicando-se à produção de veículos, levou a Adler a ter um número oscilante de funcionários. Durante a década de 1930, chegou a ser o terceiro maior fabricante alemão de Opel e Auto Union, e seus vários modelos. No ano de 1936, uni-se a Daimler-Benz. Dessa união, a Adler desenvolveu-se no campo automobilismo.
1920
Antes da guerra, a fábrica contava com 7 mil funcionários. Depois da Primeira Guerra Mundial, a produção se reinicia a todo vapor. É desenvolvido um novo produto, o modelo 25, com técnicas importantes e inovações, perfeito alinhamento, estabilidade, precisão. Como também, a inclusão de uma série de acessórios para escritório.
1923
A Adler modelo 15, introduzido em 1909 foi produzida até 1923. Com quatro fileiras de teclas, essa máquina foi um enorme passo da introdução das máquinas de escrever, continuaria a ser produzida, com sua estrutura, grade dianteira regular, sob a marca Adler ou Triumph-Adler, até sair do negócio em 1995.
1928
A Adler introduziu uma pequena versão portátil (Klein Adler e Klein Adler 2) com teclado cor branca, em quatro fileiras seguindo n° de série 369.484. Na França recebeu o nome de Adlerette; na Espanha, Adlerita; e na Itália, Piccola. Abaixo modelos de sucesso de máquinas portáteis Adler.


1944
Em março, a Adler foi destruída por bombardeiros. No período da Segunda Guerra Mundial, a fábrica foi obrigada a produzir armas para os nazistas. Teve 1.600 trabalhadores forçados, retirados do campo de concentração Natzweiler-Struthof  para industrializar  armas na Adler.
1949
Neste ano, as esperanças de retomar a produção de carro desapareceu, quando Ernst Hage Meier assumiu a liderança, ao sair da detenção de 1948. Com o fim da guerra, a Adler, optou por não investir em carros, mudando a linha de produção, recomeçou a fabricação de bicicletas, ferramentas, motocicletas e máquinas de escritório. Surgi a Little Adler modelo 46.
1950
As máquinas de escrever Adler, comprovadamente suportaram os testes de muitos anos, de uso continuo por mais de 50 anos. Passou por muitas provas, incluindo a Grande Depressão e duas guerras mundiais. Uma das máquinas de escrever da Adler mais populares, foi a Adler Universal, lançada nesta década.

Quando a televisão alemã, transmitiu seu programa de notícias, "Erste Deutsche Fernsehen", através do canal Tagesschau de Hamburgo, no final de 1952, os boletins de notícias são datilografados, na nova Adler Universal.

Também todo o setor de mídia, publicação e escritórios em geral, são principalmente datilografados em máquinas de escrever Adler. Em 1953, a empresa lança a revista "Adlerhorst" com o público alvo nos secretários, estenotipistas e a quem trabalha nos modernos escritórios. As máquinas, eram pesadas, manuais, o carro com eixo longo, sob rodízios, firme no alinhamento, também garantido pelas barras de tipos, em aço de excelente qualidade.

Os modelos: 7,8,11,14,15,16,17,19,25 e 31, chamados de padrão “Standart Simplex” e as pequenas, de portáteis nos modelos 1,2,30,32,  Favorit e Favorit2. A Adler trouxe um diferencial neste ramo, no modelo 11, os tipos eram com seis caracteres em cada barra de tipo, sendo possível utilizar duas fontes diferentes por máquina.
1954
É lançado o “Klein-Adler 2”, surpreendente e moderna, em  "art deco", como último detalhe. A produção de máquinas de escrever, seguiu até 1995 quando a Olivetti assumiu sua direção.

1957
No final deste ano, a fabricante de aparelho de rádio e televisão com sede em Fyrth, do industrial Max Grundig adquire uma participação majoritária na Adler via as fábricas Triumph em Nuremberg. Durante os anos 1950, eles construíram várias motocicletas populares, a fabricação cessou em 1957.


Triumph Schereibmaschine


1896
Triumph modelo 1
A Triumph foi fundada em Nuremberg, Alemanha, por “Siegfried Bettmann”, como fábrica de bicicletas e, no ano seguinte, inicia a fabricação de máquinas de escrever.


1909
A Triumph compra os ativos em liquidação, de uma fábrica de máquinas de escrever Nuremberg. Lança um modelo “Norica”, mas em pouco tempo, surge com novo modelo “Triumph1”, uma máquina de escritório com tecnologia avançada.
1911
Neste ano, a empresa altera o nome para Triumph Werke Nuremberg.

1913
Separação da matriz inglesa.
Neste ano, a Triumph torna-se independente, e passa a produzir na Alemanha, produtos com muita qualidade. Produz cerca de 2000 máquinas de escrever de diversos modelos, a maioria é exportada para os países da Rússia, Itália e Argentina.
1914
A Primeira Guerra Mundial, trouxe muitas dificuldades para fabricar máquinas de escrever. Por outro lado, as novas máquinas de escrever se ampliavam nos escritórios, em detrimento do trabalho dos estenógrafos.
1921
A Triumph com criatividade se supera diante das dificuldades econômicas, do pós guerra com alta inflação, passando a produzir 3000 máquinas de escrever (antes da primeira guerra produzia apenas mil unidades).

Oskar Gsrwitz, tinha inventado uma máquina telegráfica, baseada na máquina de escrever Triumph. Deste feito, a Agência Geral de Berlim, contratou um pedido de 600 máquinas  para o Serviço Postal Alemão, Divisão de Telégrafos. Fora a maior encomenda, já feita até aquele momento, na Alemanha.
1928
Um fato importante torna a Itália a porta de saída para o mundo das máquinas de escrever Triumph. O papa Pio XI enviou a bênção, através do Cardeal Menotti, a todos os trabalhadores da fábrica da Triumph, pelo bem-estar que o modelo 10, usada no Vaticano permitia a todos que a utilizavam como equipamento de escrita.

1929 - Máquinas de escrever na produção em série.
A Triumph é na Alemanha, a primeira indústria de máquinas de escritório, a introduzir a produção de série em massa. Lança uma nova linha, a de máquinas portáteis; aprimora o departamento de vendas e marketing; junta-se em cooperação com a Adler. Entretanto, a Triumph (foto esquerda) produz uma máquina de escrever ligeiramente modificada com sendo uma Adler (foto direita).





1936
A Triumph lança seu modelo 12. (foto à direita)
Uma nova marca inovadora, no mercado de máquinas de escrever, rápida, de toque confortável, leve, com material de qualidade e a mais moderna em seu período. Ainda pela cooperação é também vendida com a marca Adler.

1937
A Triumph entra no mercado de máquinas de contabilidade, automatizando alguns dispositivos, tornando o trabalho contábil mais ágil e metódico. Com este feito, atingiu recordes de vendas do novo produto. Surge a Segunda Guerra Mundial com prejuízos para os negócios da Triumph.

Ainda por volta deste ano, último alento da paz, antes da Segunda Guerra Mundial, a Triumph empregava cerca de 1.800 trabalhadores gerando 15 milhões de marcos - o maior volume de negócios global de sua história até aquele momento.

1950 A Triumph cria o modelo “Matura”.
A Triumph cria seu modelo mais evoluído a “Matura" com formato moderno, futurista, passa a ser chamada de “a rainha das máquinas de escrever”. Com este modelo, torna-se a nova referência em tecnologia de máquinas de escrever. Atingi sucesso nesta década com considerável volume de vendas.

A Triumph, em paralelo à fabricação de máquinas de escritório, se dedica a fabricação de motocicletas de baixo ruído. Porém em 1953 este mercado passa por crise.

1956 - Datilografando por meio elétrico.
A datilografia totalmente elétrica encontra por fim, seu caminho nos escritórios com um novo modelo: o "Matura elétrica" e "Euconta" máquina de contabilidade eletromecânica chegam ao mercado.

A Triumph Performat  com cartão elétrico dá nova vida a automação dos escritórios. Até o final de 1956, cerca de 1 milhão de máquinas de escritório, como as máquinas de escrever portáteis e organizadores deixaram as fábricas Triumph  quase metade deles, produzidos a partir de 1945.
1957
Max Grundig, industrial da cidade de Fyrth, compra o capital social da Triumph e participação na Adler, na fusão passa a se chamar Triumph-Adler. Cessa com a produção de bicicletas e motocicletas, para se concentrar totalmente, na produção das máquinas de escritório. Lança uma nova geração de equipamentos, com marca global, com destaque para a “Gabriele”, uma portátil de escrever que leva o nome da neta de Max Grundig.

1961/1979/1998
Neste ano, a Triumph-Adler vendeu a empresa para Litton, EUA. Em 1979, passa o controle para a Volkswagen, enfim em 1987, a Olivetti passa a ser os novos proprietários da marca.
1998
A perda da quota do mercado no âmbito da informatização dos escritórios em 1992 marcou o fim da fábrica de Frankfurt em 1998. Os restos da empresa, o edifício da antiga fábrica de Frankfurt foi reconstruída e se transformou num local para empresas do setor de gerenciamento de serviços.
Este modelo Triumph Adler TA-10 muito avançado funcionando como um PC
Hermes Precisa
1814
As famosas máquinas mecanográficas da marca Hermes, estão na origem de uma tradicional empresa suíça com sede em Sainte-Croix e Yverdon no cantão Waadt  Vaud, a Paillard & Co., fundada pelo inventor e relojoeiro mecânico,  Moïse Paillard (1753-1830), em Sainte-Croix. Na realidade, numa pequena oficina no andar térreo da casa do inventor e aonde se produzia mecanismos de relógios e de caixas de música.


Em 1964, com a junção da Precisa, outra empresa suíça, fabricante da linha de somadoras, a denominação passou a ser conhecida como Hermes-Precisa International AG. A história de ambas seguem cronologicamente nestas informações.
1875
Após a morte do fundador, a empresa E. Paillard & Cia. ainda manteve-se como um negócio familiar. Em 1875, seu neto Eugene (1813-1889) e Amédée (1814-1880), fundaram a primeira fábrica, de produção industrial de caixas de música. Uma geração mais tarde, liderada por Ernest Paillard (1851-1922) conheceu a crise no ramo das caixas de música. Este dispositivo, foi deixado para trás, e se começa a produção de um novo produto: os gramofones.
1920
Neste ano, houve a transformação da empresa, deixou de ser familiar e constituiu-se como uma sociedade anônima até 1947. Nessa década, dirigida por Albert Paillard (1888 -1937) (foto lado esquerdo) é construída a segunda fábrica em Yverdon, ampliando a gama de produtos, como a produção de máquinas de escrever, e ainda mais tarde, na década de 1930 a fabricação de rádios e câmaras fotográficas Bolex (as futuras e famosas Paillard Bolex).
Hermes modelo 1
Neste ano houve o lançamento da primeira máquina de escrever Hermes na Suíça, pela Paillard & Cia. Os estudos preliminares para fabricar começaram em 1913, com a participação um artista belga, nessa ocasião falecido. O modelo 1 foi fabricado de forma contínua, desse momento a diante, com muito sucesso.

Desde este período nascia o ímpeto empresarial de diversificação, segundo o livro da história corporativa de Paillard S/A de L. Tissot as estratégias de diversificação e inovação da empresa foi marcada pelo "amadorismo e ingenuidade" da diretoria”.

Relata este autor, que não houve estudos preliminares, para o lançamento do rádio e do cinema assim como na produção da máquina de escrever, onde houve um começo difícil, apesar de estudos do projeto desde 1913 até meados de 1920. O resultado foi um produto apenas de média qualidade.
1923 - 1927
Neste ano foi lançado a Hermes modelo 2; em 1927 é produzido o modelo 3.
1933/1934
Neste ano, foi lançada no mercado a primeira máquina portátil de escrever:  a Hermes 2000. Sob licença da Paillard em 1934, a antiga fábrica de relógios francesa Japy Frères, passou a produzir o modelo Hermes 2000 entre 1934 e 1936, como modelo 50, com marca Japy 50, usou também neste modelo, o nome de Etoile. Também surgi a Hermes modelo 5. Após a Segunda Guerra Mundial, a Japy apresenta suas próprias máquinas de escrever.
1935
Neste ano, surgi um modelo de máquina de escrever portátil de longa aceitação do mercado, a Hermes Baby.  A primeira pequena máquina de escrever que pode ser acomodada numa maleta de fácil transporte. Suas medidas eram 28x28x6,5cm, pesando apenas 3,75 kg, incluindo maleta metálica. Trouxe essa portátil Hermes Baby um grande sucesso de venda, conhecida nos quatro cantos do planeta, perdurando até a década de 1980.
Década de 1930
Na segunda metade desta década, a Paillard estava com  uma gama completa de produtos mecanográficos, desde as máquinas de escrever portáteis, como Hermes 2000, Hermes Média, Hermes Baby e equipamentos da série standard com vários modelos. A Hermes 2000, adaptada trouxe ótima qualificação para a reputação da empresa .

Na Suíça, foi vendida para CHF 160. Ocorre em 1937, nova versão da Hermes modelo 6 que foi modificada em 1944. Em nova fase de produção, a Hermes Baby foi produzida fora da Suíça, por fábricas na Alemanha, França, Brasil.
1936
Deste ano até 1948, a empresa americana Bolex Co., Inc., agente geral dos produtos Paillard nos Estados Unidos, assume o controle dos produtos, tanto para a linha das câmeras Bolex, como também das máquinas de escrever Hermes. Inicialmente, o endereço da empresa na cidade de Nova York foi: 155 East 44th St; a partir de fevereiro 1944 mudou-se para 521 Fifth Avenue.
1948
Hermes Baby 1950



No verão deste ano, a Paillard Products Inc. abre uma empresa sediada em Nova York, na 265 Madison Avenue, tendo por responsável Paillard, Hans Stauder. O fim da Segunda Grande Guerra, determina a substituição da empresa americana, distribuidora exclusivo Paillard Bolex, dos produtos Bolex e Hermes, o término dessa associação marca a intenção suíça de incrementar os negócios nos EUA.
Nesses dois quadros (acima com máquinas de escrever e abaixo com somadoras) é possível perceber um interessante detalhe: a união das marcas Hermes e Precisa permitiu com que ambas continuassem com seus padrões. 

As máquinas de escrever da Hermes utilizando a tonalidade verde clara e as somadoras da Precisa  em duas cores (gelo e azul) representou uma maneira de embora estarem unidas, essa fusão permitia a distinção. A tecnologia suíça definia a qualidade dos metais empregado na manufatura dos produtos. A impressão de excelente definição distinguia esses produtos das concorrentes, graças ao aço dos tipos com alinhamento perfeito. 

Precisa
Ernst Jost o industrial, nasceu  em 31 maio de 1888 na Suíça e faleceu em Tag. Monat, na Suíça, seu pai era um “Küfnermeister”, trabalhava com atividade do comércio de seda em Paris e Zurique, com quem Jost deu seus primeiros passos profissionais.
1916
Jost nessa época, tinha uma empresa a Ernst Jost AG, uniu-se a outra empresa a Buma para expandir as vendas de material para escritório.
1920
Passam a vender somadoras e calculadoras fabricadas nos EUA. Deste negócio, um interesse é despertado em especial por está linha de máquinas. Jost em conjunto, com Eugen Banninger começam a idealizar a somadora M1. Enfim, nasce o primeiro protótipo - Precisa M1 - projetado em 1933, antes mesmo da fundação da fábrica.
1935
Neste ano, depois de revender muitas máquinas mecanográficas, a Precisa AG, foi fundada na cidade de Zurique, Oerlikon, Suíça, pelo pioneiro industrial por Ernst Jost, para fabricar máquinas somadoras e calculadoras. A produção em série da Precisa M1, começou em Winterthur (atual Seenger) e se estendeu até 1941.
1942
Neste ano, é iniciada a produção de máquinas de somar e calcular mecânicas, pela Precisa AG em sua fábrica suíça.
1950
No final deste ano, a Precisa AG empregava cerca de 850 trabalhadores em sua produção.
1957
Neste ano, surge a Organização Ruf S/A representante da Hermes Paillard S/A no Brasil. Visitada por Ernest Jost, Presidente da Precisa S.A de Zurich vindo pela Swair da Suíça. No Brasil começava a produção das somadoras Precisa e das máquinas de escrever Hermes.
1958
Neste ano, a Precisa AG conta com mais de 1000 funcionários em sua rede mundial de agentes e centros de serviços.
1959
A Paillard neste ano, abre outra fábrica na Suíça, na cidade  de Orbe, para o fabrico de peças ópticas para os produtos Bolex.
1964
Este é o ano de fusão da Precisa AG com a Paillard, fabricante das máquinas de escrever, marca Hermes. Dessa união, nasce a nova denominação: Hermes-Precisa International AG. Uma característica primordial da Precisa AG  foi sempre ter apenas calculadoras, fabricados em modelos com teclado numérico de unidade de impressão, exceto uma somadora: a Precisa 117 não possuía grupo de impressão.

Edifício da Paillard em 1965
1968
Deste período em diante, ocorrem diversos lançamentos de máquinas; nas de escrever com a marca Hermes; na linha de somadoras, usando a marca Precisa. O mercado recebe em 1968, a Compact 10, pequena máquina de escrever elétrica; em 1974, a Hermes Paillard 705; bem como, a Hermes 8, do ano de 1963 em novo corpo, aperfeiçoada como padrão 9.
1977
Neste ano, marca a cooperação na produção e distribuição de máquinas para escritório de escrever, manuais e elétricas entre a Hermes International S/A, de Yverdon, e a Olympia Werke AG, de Wilhelmshaven.

A cooperação entre essas duas empresas européias, obteve bons resultados, notadamente na Europa e no Leste Europeu, ainda ampliou-se o leque de produção com sistemas de contabilidade, Hermes Precisa e sistemas de módulos Olympia.

Esses módulos, permitiu que os computadores de escritório atualizáveis, fossem colocados juntos para administrar os Jogos Olímpicos passados na Alemanha. Além de permitir a escrita e a contabilidade, os sistemas eletrônicos, então estabelecidos e comprovados, puderam posteriormente, ampliar seu espectro no mercado global.
Hermes Baby - década de 1980 - fabricada no Brasil nas cores coral e gelo com 

opções de quatro tipo de escrita: tecno paica, manuscrito, elite e paica.
1978-1979
A situação econômica dessa empresa suíça, a Hermes-Precisa International AG, na última década havia deteriorado. Nestes dois anos, há um intervalo na produção de máquinas mecanográficas, também marcou o período da última produção de máquinas de calcular na Suíça. A produção das “Precisa” ao longo dos seus anos no mercado mecanográfico foi aproximadamente estimado em 1 milhão de unidades.

A empresa passa a dedicar-se no desenvolvimento de balanças eletrônicas de precisão aonde é possível também efetuar cálculos de pesagem. Esse novo produto de precisão, se estabeleceu no mercado mundial graças a inovadora tecnologia suíça. Atualmente é um equipamento presente em toda parte, aonde houver um estabelecimento pequeno ou grande, dedicado a pesagem de inúmeros produtos de consumo ou uso.
1980-1989
A Hermes-Precisa International é comprada no final deste ano, pela Olivetti, porém no final de 1989 foi fechada.
1990
Deste ano em diante, o edifício da fábrica em Sainte-Croix,  na Rue des Pêrcheurs n° 8, aloja uma série de empresas, entre elas: a Haute Ecole d'Ingénierie et de Gestion do Cantão de Vaud, um restaurante e uma escola de dança. Neste local havia sido lançado a produção da Hermes Baby. O prédio está parcialmente vazio.
2006
Somente neste ano, houve a mudança de nome da empresa para Precisa Gravimetrics AG para enfatizar o novo rumo da empresa com balanças.

Relação cronológica da Produção Geral 
de máquinas escrever fabricadas pela Paillard S/A 
(ano, modelo e detalhes) de Hermes de 1920 a 1974.

1920 -     Hermes n°1, tipo standard;
1923 -     Hermes n° 2, tipo standard, único protótipo;
1927-      Hermes n° 3, tipo standard;
1933 -   Hermes 2000, tipo portátil;
1934 -   Hermes n° 4, tipo standard;
1935 -   Hermes Baby, tipo portátil, com novas formas entre1940 e 1954;
1936 -   Hermes 2000, média, tipo portátil, com novas formas em 1940;
1937/43 Hermes n° 5, tipo standard;
1943/44/53 Hermes n° 6, tipo standard; e Hermes, padrão 8;
1948 -   Embaixador ou n° 7, tipo standard, com novas formas entre 1964–1981;
1953/65 Hermes n° 8, tipo standard;
1958 -   Hermes 3000, média, tipo portátil, com novas formas em 1966;
1963/64 Hermes n° 9, tipo standard;
1971 -   Hermes 3000/Média 3, tipo portátil;
1972 -   Hermes n° 9, tipo standard;

Relação cronológica  das somadoras fabricadas 
entre 1935 a 1979 pela Precisa S/A por 
lançamento, modelo, detalhes ela listagem:

1)  Precisa M 1; 2) Precisa M 2; 3) Precisa M 3
4)  Precisa 102; 5)Precisa 103-1; 6) Precisa 103 -3-8
7)  Precisa 103 -12-8 Futura; 8) Precisa 104 -2-10; 9) Precisa 106 -12-10,(106-210);
10) Precisa 108 -8 /10; 11) Precisa 110-1; 12) Precisa 110-10-10 (Electra);
13) Precisa 110-10-10; 14) Precisa 110-11-10 (Schiebewagen);
15) Precisa 110-11-8R e 110-11-10R, ou modelo Record;
16) Precisa 110-11-10 e 110-11-8 ou Electric, Electra;
17) Precisa 117 o único modelo sem grupo de impressão imprimir;
18) Precisa 160 -8 e 160-12 19) Precisa 164 -12 20); Precisa 166 -12;
21) Precisa 170, Virtuosa; 22) Precisa 176, Triomatic: 23) Precisa 182 -12;
24) Precisa 208 -8; 208-10; 25) Precisa 308 -10; 26) Precisa 364 -12;
27) Precisa 366-12;  28) Precisa 1021 -10; 29) Precisa 1.024-10 carrinho amplo
30) Precisa 1.031-7; 31) Precisa 1033-8; 32) Precisa 1041-10; 3) Precisa 1045 -10;
34) Precisa 1062-1010; 35) Precisa 1065 -10; 36) Precisa 1101 -10;
37) Precisa 1102-8, 1102-10 ou Electra e Record; 38) Precisa 1102R;
39) Precisa 1.104 -10 carrinho amplo;
40) Precisa 1105-8R, 32 centímetros Schiebewagen
41) Precisa 1.105 -10, carro grande, rolo de separação



Do lado esquerdo, Hermes Ambassador, ao lado esquerdo, Hermes modelo 8


IBM  International Business Machines


A tradicional empresa americana, conhecida pelo apelido de “big- blue”, em português “grande azul”, pela adoção da cor azul, como padrão corporativo oficial. Hoje totalmente voltada para a área de informática, contribuiu especialmente no ramo da mecanografia. Levou esses avanços para a área de informática, mas dentro do nosso espaço vamos tratar de seu desenvolvimento na mecanografia.

A CTR - Computing Tabulating Recording Co. originou-se em 1911, pela fusão das empresas: a International Time Recording Co., de registradores mecânicos de tempo; da Computing Scale Co.de instrumentos de aferição de peso e da Tabulating Machine Company, de Herman Hollerith.


Thomas John Watson e a IBM
1914
Neste ano, Thomas John Watson (17 de fevereiro de 1874 - 19 de junho de 1956) deixou National Cash Register Company, a famosa NCR por onde começou sua ascensão empresarial, com a mancha por condenação qualificada em área de comércio e indústria, de práticas abusivas lei norte-americana anti-truste a “Sherman Antitruste Act” como um dos réus da NCRsentença com recursos indefinidos, mas encerrada no ano seguinte.

Watson foi a Nova York, procurar o grande banqueiro e empresário Charles Flint que atuava em diversas empresas. Recentemente junto com outros empresários citados acima, agrupara três dessas empresas mais problemáticas e interessantes num bloco. Charles Flint  viu em Thomas John Watson a pessoa certa e experiente para comandá-las.

A empresa era uma “mixórdia de organizações” fabricava relógios de ponto, balanças de peso e dispositivos de tabulação. Esse misto de produtos aparentemente diferentes, a quem tem outra visão mercadológica estavam num mesmo "nicho de atividade", em realidade representavam “produtos mecanográficos”. (Ao lado esquerdo , Charles Flint)
Acima a linha de uma dessas empresas compradas por Charles Flint
Watson, percebia que novos escritórios surgiam cada vez maiores, exigindo novas máquinas, com maior qualidade, as constantes pesquisas de engenharia, resultavam na criação e aperfeiçoamento de novas máquinas solicitadas pelo rápido desenvolvimento industrial.

O principal cliente das máquinas de tabulação automática era o Departamento de Censo do governo federal americano e de outros países. O Brasil foi o segundo lugar de instalação desta empresa. Thomas John Watson enxergava a oportunidade potencial, de melhores vendas e melhores lucros, de crescimento na expansão de grandes negócios, em especial os bancos, seguradoras e indústrias em geral.

Watson trazia consigo a cultura corporativa do treinamento de John Henry Patterson na NCR. Também fora profundamente influenciado por seu colega de NCR, o brilhante engenheiro Charles Kettering, inovador das mais importantes invenções para a General Motors. Levava consigo a influência de Kettering sob a importância da pesquisa e desenvolvimento em qualquer organização, disso resultou na convicção de Watson:de que a pesquisa e desenvolvimento conduzem a melhores vendas”
1914
Neste ano, a presidência da organização foi assumida por Thomas J. Watson, indicado pelo banqueiro Charles Flint um dos homens mais ricos, banqueiro e líder industrial. Naqueles tempos, a CTR contava com cerca de 1400 funcionários.

Thomas J. Watson desenvolveu o estilo de gestão da IBM baseado na cultura corporativa do treinamento de John Henry Patterson na NCR. Watson, serviu como presidente e CEO da IBM - International Business Machines supervisionando o crescimento da empresa, numa força internacional entre 1914 a 1956. 

Criou mais uma de suas frases "THINK" (em português, pensar)  um símbolo amplamente conhecido dentro da empresa (acima um modelo da frase criada por Watson). Foi a figura mais marcante e importante na administração da IBM e o principal agente de crescimento dessa gigante americana até nossos dias.
1924


Neste ano, no mês de fevereiro, a CTR muda seu nome para INTERNATIONAL BUSINESS MACHINES, a mundialmente famosa pelo acrônimo IBM, marca da “big- blue”, simplificada na sigla IBM.

A empresa passou a ser sinônimo de vanguarda e por esse mote, preferência para indústria e comércio. Sua principal característica sempre foi: avançar em técnicas e desenvolvimento, trazer as soluções da vanguarda tecnológica, contribuir na solução de problemas para o bom andamento dos escritórios.



1925
Foram feitas as primeiras instalações de relógio auto-regulados. A IBM começou a fabricar relógios do tipo de ponto para controlar os horários dos trabalhadores.

A IBM...
- é a empresa da área de Tecnologia da Informação, entendida pela sigla  TI - em plena continuidade com história que remonta ao século XIX, e é uma das poucas que resistiu as mudanças ocorridas após os anos de 1980, transformando-se com as inovações prementes ao seu tempo.

- oferece serviços completo de infra-estrutura, consultoria, hospedagem, fabrica e  vende - hardware e software - nas áreas que vai dos computadores de grande porte, à nanotecnologia. Seu quadro mundial, composto de cerca 398.455 colaboradores, que lhe confere o prêmio de maior empresa da área de TI no mundo.

- detém mais patentes do que qualquer outra empresa americana de tecnologia A empresa possui 15 fábricas e laboratórios de pesquisa no Canadá, Austrália, Japão, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Holanda, Inglaterra, Brasil, México, Argentina e Colômbia, composta por cientistas, engenheiros, consultores, além de profissionais de vendas e técnicos especializados em mais de 150 países.

- vêm mantendo liderança no ranking de publicação de patentes há 16 anos consecutivos. Publicou 4.914 patentes americanas em 2009, estabelecendo um recorde histórico. Seus competidores diretos, como a Samsung 3.611 patentes; ou a Microsoft , 2.906 patentes. Alguns dos seus funcionários ganharam vários prêmios, sendo quatro prêmios Turing, o Nobel da computação.

A IBM no início do século XX, era a única empresa do mundo a dispor de tecnologia de cartões perfurados, aplicado em quase todas as áreas que utilizavam máquinas para cadastro, identificação, arquivo e regulação de informações.

1930 - IBM  e Electromatic

As famosas e diferenciadas máquinas de escrever elétricas IBM  tiveram seu início de fabricação, a partir de meados dos anos 1930. Essa possibilidade nasceu, quando a IBM comprou a Electromatic Typewriter Co., fabricante de máquinas escrever, apesar da crise econômica que assolava os EUA.

1924 
Neste ano, a NE Electric Company trabalhava com motores elétricos, desenvolveu e produziu para a marca Electromatic – motores - tencionando entrar no promissor negócio de máquinas de escrever, porém com versão elétrica, acrescendo um novo conjunto no mercado. A Electromatic, obteve os direitos de patente para o rolo de alimentação, inventado por James Smathers.

1925
Neste ano, perante acordo com a Remington, que com base no seu modelo de número 12, dispunha parte da máquina de escrever e a NE Electric Company  fabricando a base do motor e o rolo de alimentação da máquina, juntando essas partes nascia a Electromatic. Foi feito um contrato garantindo a produção de 2.500 máquinas de escrever elétrica. Houve desistência por parte da Remington, por não desejar continuar o projeto com a máquina elétrica.
1929
Neste ano, a Electromatic, passou para a General Motors, e tornou-se o Electromatic Typewriter Co. vendida para a IBM. A máquina de escrever IBM Electromatic, foi a primeira máquina de elétrica de escrever a desfrutar de longo sucesso comercial. Em seguida, surgiu a  IBM Seletric, tinha mecanismo convencional, movimentando carro, etc.
1933
Neste ano, a IBM adquiriu os ativos da Electromatic Typewriter, Inc., de Rochester, NY,  e investiu US$ 1 milhão para redesenhar produtos e criação da máquina elétrica e de centros de serviços. Resultou no projeto do novo modelo de máquina: a IBM 01 lançado em 1935 que tornou-se a primeira máquina de escrever elétrica com sucesso nos EUA.
IBM modelo 1
A IBM produziu seus lançamentos nos seguintes períodos: modelo 01, no ano de 1935; modelo A, no ano de 1949; modelo B, no ano de 1954 e modelo C, no ano de 1959 e o modelo D, no ano de 1967.

IBM modelo 2


IBM modelo 2
A IBM, ainda foi contratada pelo governo alemão para desenvolver equipamentos e serviços para automatizar seu sistema de identificação pelo equivalente a US$ 200 milhões. Entretanto, o Terceiro Reich nessa parceria firmada com a IBM, utilizou esses serviços para controle e transferência de prisioneiros destinados pela máquina de morte alemã, no período da 2ª Guerra Mundial. O controle no campo de concentração de Auschwitz relacionava o número de identificação que era tatuado no braço do prisioneiro ao número de cartão perfurado nos registros dos equipamentos IBM.
1939
Thomas John Watson, vêm inaugurar a primeira fábrica IBM na América do Sul, localizada no bairro de Benfica, cidade do Rio de Janeiro. 
1949 
Neste ano, a empresa passou a funcionar diretamente no país com a denominação de: IBM World Trade Corporation. Nos tempos atuais, a IBM Brasil - Indústria, Máquinas e Serviços Ltda. é uma das subsidiárias da IBM World Trade Corporation.

1941/1944


Até o ano de 1941, o caracter da letra "i" ocupava o mesmo espaço que a letra "m ou w" em todas as máquinas de escrever Standard, uma vez que o passo de escape é fixo.

A IBM projetou um recurso tornando o espaçamento entre letras proporcional. Porém, a Segunda Guerra Mundial atrasou este modelo de máquina de escrever, EXECUTIVO do ano de 1941, para três depois. Acima, o  modelo n° 4 Standard.

1950/1954
Na década de 1950, os modelos do padrão IBM Executivo fabricadas nos anos 1949 (A), 1954 (B) e 1959 (C) modificados em versões com um mecanismo de reles permitiram que essas máquinas de escrever elétricas fossem usadas como console em diversos computadores antigos, como os IBM 1620, PDP-1, Johnniac.

Nos últimos anos, depois período pós guerra, a IBM transformou completamente seu modelo de negócio. As máquinas de escrever elétrica inovaram o mercado, nos modelos ou em versões standard, com uma característica que faltava nas máquinas de escrever mecânicas: maior e melhor agilidade e padrão de impressão.
1952
Neste ano a IBM contava com 60 mil funcionários.
1961
Saindo dos modelos lançados a partir de 1944, a IBM Executivo, a máquina de escrever proporcionalmente espaçadas, uma linha altamente bem sucedida, foi introduzida a máquina de escrever elétrica IBM Seletric em 31 de julho de 1961.
O quadro acima demonstra a evolução das IBM, antes da esfera ou bola de golfe: 
a primeira é um modelo  2; ao meio, um modelo B "Executive" e a terceira é também Executive de 1955
IBM SELETRIC
A IBM Seletric surgiu em oposição ao transporte do tipo de caracteres fixos, compostos num segmento com entre-barras e ganchos, levados por barras com tipos, a um guia tipos que batem num carro, movimentando-se passo a passo, para imprimir cada caracter (letra, número ou sinal); a Seletric por sua vez, utilizou-se de uma bola, tipo golfe, que movimenta seus caracteres por um sistema mecânico de seleção dos movimentos dessa esfera ou bola.

Os movimentos da esfera giram em torno de 180º com quatro alturas em minúsculas; as maiúsculas operam invertendo a esfera para girar a outra metade nos mesmos graus, graças ao sistema com dois cabos de aço que selecionam a direção do golpe no cilindro do caracter correto.

A linha superior, inovou com o suporte dos dígitos 1234567890; as outras máquinas de escrever geralmente omitiam os numerais: um e zero. Nas IBM, estas substituições foram facilmente identificadas com teclas numéricas, facilitando os datilógrafos.

Outro detalhe diferencia ainda mais, a Seletric, das demais máquinas de escrever a possibilidade de mudança das esferas com variada fonte de caracteres. Essa novidade, ressuscitou a capacidade pioneira com mais de 60 anos da máquina de escrever manual Blickensderfer, apresentadas na ABA Historiografia.

Com este equipamento foi mais fácil fazer interface com um computador, devido aos projetos, do computador IBM 1130  e o terminal IBM 1050. O mecanismo Seletric foi notável ao uso do código mecânico interno binário para dois conversores transferindo o digital para analógico mecânicos, chamado Whiffletree, que foram ligações selecionadoras do caracter a ser digitado.

Os modelos "Seletric" de esfera, tipo "bola de golfe", trouxe ainda um grande novidade: uma coleção de caracteres removíveis, para tornar o texto mais seletivo e de excelente estética.  

Tipos diferentes de esfera da IBM:
Pequeno (pitch) passo 12, fontes:
Elite 72; Auto Elite; Grande Elite (12); Prestige Elite 72; Prestige Elite 96; Ajudan:e; Artesão; Contempo; Courier (12); Courier Italíco; Itálico Courier 96; Formulários; Letter Gothic; Letter Gothic 96; Luz Itálico; Olde Mundo; Oriental; Presidential Elite; Assinalar 96; Escriba; Scribe 96; Script; Símbolo;

Grandes (pitch) passo 10, fontes:
Defensor; Negrito; Courier Bold (10); Bookface Acadêmico 72; Bookface Acadêmico 96; Courier (10); Correio 96; Delegado; Delegado 96; Manifold 72; OCR; Orador; Orador 96; Orador Apresentador 96; Pica 72; Pica 96; Presidential Pica; Presidential Pica 72; Assinalar 96 (10); Luz do sol Orato; Título. Fontes  marcadas 96, são elementos de 96 caracteres feitas para o Selectric III.

1964/1969
A IBM, introduziu nas Seletric, a fita magnética e em 1969, um cartão magnético. Os cartuchos de impressão de fita de polietileno permitindo uma impressão ímpar. Surgiram os modelos IBM 71 e depois o 72. Ambos dispondo de oito tipos de letras diferentes, espaçamento (pitch) 10 ou 12, fita de polietileno para 47 mil impressões de caracteres. A linha Seletric permaneceu inalterada até 1971.

Neste quadro, a evolução das IBM de esferas (bola de golpe)
1973
Neste ano, o lançamento da linha Seletric II, nos modelos IBM 82 e 82C. No modelo 82C veio o novidade: a correção dos caracteres de modo automático. Esse recurso adicionado de correção interna foi provida por mecanismos aonde existe dois sistema de movimento da fita, um para a impressão geral e outra de corretivo. Nas IBM 82 e 82C, a fita comporta 120 mil caracteres impressos. Mais tarde, veio o último modelo, o mais avançado: IBM 196C.

Os modelos IBM e seus suprimentos
Nos quadros abaixo, estão as imagens e a evolução do tipo de fita de impressão utilizada em cada um dos modelos apresentados, com suas especificações técnicas. Os modelos da IBM Standard e Executive ainda possuem tipos com seus caracteres iguais aos modelos do tipo padrão, haja visto que o primeiro modelo é um "standard". O modelo Executive inovou com impressão de polietileno que apresenta boa qualidade gráfica.
Os modelos abaixo, de IBM 71 e 72 já utilizam esfera do tipo bola de golfe, como descrito mais acima. Ambas tem mecanismos semelhantes que só diferi no aparelho de fita. Porém o modelo 72 trouxe a evolução técnica do cartucho aonde foi acondicionada a fita de impressão, com longa durabilidade. Ao lado, também está descrito a especificação técnica do acessório.
Abaixo, os modelos IBM 82 e 82 C trouxeram a perfeição técnica aprimorada dos modelos anteriores, incluindo um tipo de aparelho de fita mais elaborado para um cartucho em desenho diferente com duas possibilidades de escolhas como consta ao lado com as especificações técnicas.

O modelo IBM 82 C diferencia do modelo 82 pela inclusão do aparelho de fita corretiva, capaz de permitir a correção por um sistema complexo que possibilita retornar e corrigir um caracter, uma frase ou toda linha pela colocação de um produto branco sobre a impressão preta que fica totalmente coberta. Este foi sem dúvida um procedimento técnico de grande valor, transportado para o último modelo dessa série de máquina de escrever mecânica elétrica, o modelo 196.

Os cartuchos usam um tipo de fita de polietileno corrigível para permitir a remoção e correção de erros e estes itens - cartucho de fita e fita corretiva - têm as mesmas especificações técnicas tanto para os modelos 82 C e 196.

Além do cartucho da fita, elemento posteriormente aproveitado por outras empresas que se utilizaram desse tipo de acessório, a IBM com a esfera, do tipo bola de golfe sem dúvida alguma, trouxe com este sistema de impressão uma nova qualidade de imprimir os textos - qualidade gráfica.

Abaixo apresentamos uma série de fontes dessas esferas que usadas convenientemente realçam os textos, dão um estilo apropriado as mensagens contidas e definem uma qualidade de impressão tal qual surgiram através das impressoras do tipo jato de tinta ou laser.

Há entretanto, uma diferencia básica: as IBM eram capazes de escrever seus textos e as impressoras precisam receber o texto de alguma CPU!
1980
Nessa década, a IBM introduziu a linha Seletric III, uma nova linha de máquinas de escrever eletrônicas, substituindo a famosa e conceituada linha Seletric de máquinas de escrever elétrica e mecânicas. As “Seletric” e seus diversos modelos dominaram 75% do mercado americano de máquinas de escrever elétricas. No Brasil sempre foi considerada uma linha top e preferencial de grandes corporações.
1984
Neste ano, a IBM Wheelwriter contava com um sistema de impressão por cartuchos com margarida, também substituível por possibilidades de diversas fontes de caracteres, possuindo memória eletrônica, correção automática de texto, e outros recursos de processamento de texto.
1991
A IBM transferiu suas atividades para a recém formada empresa Lexmark.




IBM mod. 5170  ano 1984



Uma IBM 196C do acervo MUSEU TECLAS


As indústrias de máquinas mecanográficas, como quaisquer outras empresas globalizadas, com interesse em ampliar mercado, parte para aquisição de concorrentes menores. Especificamente o ramo mecanográfico teve essa vanguarda, deste quando saiu do processo artesanal para o industrial. 

Com o título de " Marcas Menores" não estamos desqualificando, menosprezando, nem diminuindo o valor ou qualidade de um produto, mas simplesmente apontar algumas marcas que não foram gigantes ou globais. 

Existiram marcas que ficaram na chamada "cortina de ferro" da qual diversas marcas e modelos chegaram até o ocidente através de relações da diplomacia com escritórios regionais, com o empecilho de não ter a agilidade das relações de mercado capitalista. Estas foram inseridas no espaço desta ABA

Nas ABAS Historiografia e Escrita Mecânica descrevemos cronologicamente o histórico de muitas empresas. No espaço desta ABA Marca vamos destacar os modelos produzidos pelas principais empresas menores, dispondo gradualmente essas marcas, segundo nossa avaliação técnica, basicamente no mercado brasileiro, que por si só, foi gigantesco.
ANTARES
Acima três modelos de máquina de escrever Antares, da esquerda para direita: Parva (59), Domus (60) e 2000. Não há referência sobre o histórico de uma fábrica Antares, porém é sabido que dos inúmeros dos modelos desta marca foram fabricados tanto pela Underwood Typewriter e pela  alemã Mercedes. Todas da década de 1950.

A máquina de escrever portátil Antares Parva com carro de 25 cm, fitas em duas cores e pesando 4,5 Kg, com 42 teclas e a tampa em plástico. O modelo Antares Domus com 44 teclas e produzida com oito combinações de cores com estojo; a Antares 2000 é um modelo muito leve pesando 3,3 Kg, mas de construção sólida com 42 teclas e oitenta e quatro caracteres.

No quadro acima, à esquerda no canto superior é do modelo Parva e no lado direito superior em duas cores um modelo Domus; pelo lado esquerdo e abaixo o modelo LP 46 ao seu lado à direita, um modelo Overview também em duas cores e muito parecida com o modelo Domus

Existem inúmeros modelos da máquina de escrever portátil Antares, porém com muita similaridade, tanto na estrutura como no formato e em seus mecanismos. Frisamos uma vez mais, desconhecer informações quando a procedência de uma indústria que dê suporte a própria marca. O Museu Teclas possui em seu acervo alguns modelos de máquina de escrever portátil Antares.



A história da marca Erika, nasceu em 5 de agosto de 1868, quando Karl Robert Bruno Naumann retorna para Königsbrück, em Dresden, funda com seus próprios recursos, cerca de uma centena de talentos, uma pequena oficina para mecânica de precisão. Na ABA Escrita Mecânica detalhamos melhor o histórico da empresa.


1869
No ano seguinte, o comerciante Emil Seidel aportou investimento de 25 mil taler nessa pequena empresa que com novos recursos deu origem a empresa Seidel & Naumann, que em pouco tempo, tornou-se a maior fabricante de máquina de costura e de máquinas de escrever na Alemanha.
1903
Neste ano, em 22 de janeiro, ocorreu a morte aos 59 anos, de Karl Robert Bruno Naumann na localidade de Loschwitz, na villa Albrechtsberg. Entretanto, a empresa tinha fabricado produtos mecanográficos de boa aceitação no mercado, quer por sua qualidade e agilidade no uso.
1944/1945
No período da Segunda Guerra Mundial, a empresa Seidel &Naumann continuou em Dresden pelos sucessores, mas foi atingida com graves danos bélicos provocados pelas operações aéreas afetando uma das empresas mais importantes da região. Também foi usada pelo Regime Nazista a fornecer equipamentos e outros produtos. 

(ao lado, uma Erika modelo 5)

1946
Neste ano, no pós-guerra a empresa Seidel &Naumann que estava localidade na parte oriental alemã, administrada nos primeiros anos pela URSS, na recém-criada República Democrática Alemã, ficou na chamada Cortina de Ferro sob os segredos peculiares das estatais comunistas. Naquela parte do mundo a marca ERIKA reinou livremente sem susto da concorrência.

A Robotron Export-Import foi a empresa que fez a ponte entre os dois lados na chamada “guerra fria”. Tinha filiais em países alinhados com o pensamento comunista, como também contava com inúmeros representantes espalhados em escritório ligados à diplomacia. Foi um equipamento bem aceito quer no âmbito ocidental ou oriental.






Groma Büromaschinen
A Groma Büromaschinen tem sua origem na Saxônia, na área industrial do bairro Chemnitz/Burgstädt, no período em que a indústria têxtil esteva em franco crescimento. Neste ano, é fundada a “Bach & Grosser”, uma fábrica para construir máquinas de tricotear.
1877
Neste ano, por razões desconhecidas o sócio conhecido nos registros apenas por “Bach” deixou a empresa. Gustavo Friedrich Grosser o sócio remanescente, ficou sozinho. (foto, lado esquerdo
1878
Neste ano, em 1° março, sob nova denominação a empresa adotou o nome de G F Grosser  começou a fabricar máquinas de bobinar.
1880
Nesta década, a G F Grosser ganhou fama mundial exportando máquinas de malharia para inúmeros países. O lucro obtido com a exportação foi reinvestido na melhoria nas condições gerais da própria empresa.
1904
Neste ano, o filho de Gustavo Friedrich Grosser -  Paul Grosser, assumiu a empresa.
1913
Neste ano, parte do lucro obtido serviu para construiu um grande edifício com três andares para expandir os negócios da empresa. Também desde ano em diante, a empresa procurou trazer conforto aos seus operários assentando seus funcionários em casas no bairro próximos da fábrica.

1914/1919
No período que envolveu a Primeira Guerra Mundial, a fábrica foi destinada pelo governo alemão a produzir armamentos, principalmente granadas.
1921
Depois do período bélico a empresa continuou sua política social, vindo a construir 12 edifícios com 112 apartamentos numa área conhecida como “colônia” no bairro de Chemnitz.
1924
Neste ano, surgiu a oportunidade para produzir máquinas de escrever, tendo como o projetista e a quem foi entregue a gerência destes produtos, o inventor Max Pfau que havia trabalhado para a Remington, Underwood e na Alemanha para a Wanderer-Werke, lançando uma máquina de escrever portátil, pela GF Grosser Bureau für Büromaschinen em Markersdorf que alterou novamente a denominação.
1928
Neste início da produção de máquinas de escrever portátil cujo modelo encerrou em 1945.
1933
Neste ano, é lançado mais um modelo Groma com tabulação.
1934
Neste ano, Erich Grosser que havia assumido a empresa trinta anos atrás, contratou Leopold Ferdinand Pascher quem verdadeiramente veio a revolucionar e trazer definitivamente um novo conceito de máquinas de escrever do segmento da linha de portáteis no mercado mundial.

Leopold Ferdinand Pascher (31/maio/1896 Viena – 10/dez/1945) foi o projetista da Groma, cujo nome vêm da abreviatura: Grosser Markersdorf adquirente dos direitos autorais sobre essa máquina de escrever portátil.

Viveu até 1920 em Viena, onde ainda jovem projetou uma máquina de escrever para a empresa Petravic & Co; deixou essa empresa se dedicando continuamente ao ramo mecanográfico: entre 1925-1927 trabalhou na Torpedo; em 1929 na Triumph de Nuremberg; em 1931 na Rheinmetall até ser comprada; em 1931 se estabeleceu na Saxônia e foi parar na Machinenfabrik G F Grosser.
1936
Neste ano, Erich Grosser neto do fundador e filho de Paul sucessor do pai dá continuidade ao empreendimento assumindo a direção da empresa e, convoca Max Pfau para projetar um novo modelo a: Groma Simplex VR.
1938
Neste ano, as portáteis Groma, conquistando boa fatia de mercado já estavam famosas, com produção a todo vapor. Lançou ainda um novo modelo: Klein-Groma N.
Segunda Guerra Mundial
O período envolvendo as principais nações europeias entre 1939 a 1945 trouxe prejuízos incalculáveis a todos envolvidos neste evento. Empresas alemãs que prosperavam graças a eficiência dos seus empreendedores e colabores, sofreram demasiadamente sendo obrigadas a deixar de lado suas atividades produtoras para suprir de armamentos a  material bélico.

Mesmo assim, a Machinenfabrik G F Grosser fabricou cerca 500 mil unidades dos modelos T e N devido a sua qualidade e eficiência. Por outro lado, na Segunda Guerra Mundial nos anos  entre 1940/1945, para produzir mais armamentos, a empresa saiu de um quadro de 978 empregados para 1450 destinados ao aumento fabril da guerra.
1939
Neste ano, a empresa obteve patente alemã do Reich, adquirida para fabricar o modelo “Gromina” bem mais leve e fácil de transportes para locais destinados a escritórios nazistas aonde estivessem. Porém continuou a produzir armamentos até 1954.
1940
Neste ano, Leopold Ferdinand Pascher obteve patente internacional nos EUA que havia solicitado em 17 de outubro 1936. Pascher foi preso em 5 novembro 1945 mas foi solto, falecendo em 10 de dezembro de 1945.
1945
Neste ano, marca o reinício da produção tanto de máquinas de escrever como de máquinas têxteis, mas como ficou sob domínio da URSS a empresa foi desmantelada.
Período do pós guerra
No pós guerra, houve a divisão da Alemanha em duas partes, a Machinenfabrik G F Grosser ficou no setor da Alemanha Oriental,  mantida na famosa “cortina de ferro” sob proteção russa, como República Democrática Alemã.
1948
A empresa foi nacionalizada, se tornou a estatal RDA Mechanics Groma Markersdorf/Chemnitztal. Tendo um novo inventor Karl Ronneberg para desenvolver os projetos de máquinas de escrever,  do fabricante VEB Mechanics Groma e, surgiram novos produtos envolvendo artigos de outras empresas alemãs do ramo de mecanografia.
1950
Neste ano, cessou em definitivo a produção de máquinas para indústrias têxteis. Surgiu também um novo produto: a Grosser Tippa exportados para 70 países entre 1924 a 1962, com os seguintes dados:
- 1924 a 1950, vendendo cerca de 150 mil unidades dos seus modelos;
- 1938 a 1957, vendendo cerca de 148 mil dos modelos KSM T e N e o KSM Gromina com cerca de  31500;
1951
Neste ano, recomeçou a produção da micro máquina de escrever portátil “Gromina” que durou até 1955.
1953
Neste ano, a empresa foi novamente renomeada para VEB Markersdorf/Chemnitztal.
1954
Neste ano, marca o início da produção dos modelo da KSM Kolibri com cerca de 50 mil unidades,
produzindo este modelo até 1962. Como também foi lançado o modelo KSM Combina produzido até 1960, vendendo cerca de 11800 unidades. Abaixo, um modelo Groma Kolibri do Acervo Museu Teclas.

1962
Neste ano, a produção de máquinas mecanográficas ficou descontinuada. A produção das indústrias mecanográficas na Europa, principalmente na Itália, em grande parte nos Estados Unidos, no Brasil e diversos países ocidentais cresciam dominando o mercado mundial.

Por outro lado, a indústria atrás da chamada “cortina de ferro” ficou atrasada após os primeiros anos dessa divisão ideológica. Com o fim de fabricação das máquinas de escrever, a produção voltou-se para produzir máquinas de reserva e máquinas de balanceamento.
1966
A Groma foi afiliada a VEB Buchengsmaschinenwerke Karl-Marx-Stadt (Buman) como parte da Kombinat Zentronic, uma grande produtora de computadores do tipo mainframes.
Década 1970
Nessa década, após a empresa ser incorporada para fabricar motores, a VEB Robotron Olivetti comprou o maquinário de uso nas atividades mecanográficas para produzir a base do modelo elétrico Lettera 36.
1985
Neste ano, encerrou a produção das Olivetti Lettera 36 com início da produção das máquinas de escrever S2020. As máquinas produzidas com a marca Groma até este ano atingiu um número de cerca de 370 mil máquinas.
1987
Um dos 17 mil trabalhadores da Kombinat Robotron da República Democrática Alemã trabalhando no final de semana para produzir máquinas de escrever eletrônicas produz um integrado ES2655 origem de um mainframe.
1989
A VEB Kombinat Robotron já era o maior fabricante de eletrônicos da  Alemanha Oriental aliada da URSS, baseada em Dresden empregava cerca de 68 mil trabalhadores. Produzindo computadores pessoais, minicomputadores SM e EVM, mainframes ESER, vários periféricos para computadores, rádios e televisores.
1991
Houve a queda do Muro de Berlin e posterior reunificação da Alemanha, alterando completamente as regras para fabricar e produzir, principalmente deixar as empresas fora do controle estatal com burocratas de visão atrasada. No ano seguinte, a decadência levou ao encerramento da empresa.
2003
Neste ano, começou a demolição do edifício marcando definitivamente o fim de uma longa história de um produto de excelente qualidade que ficou para o mundo das musas.
2009
Neste ano, a fábrica usada pela antiga Machinenfabrik G F Grosser chamada de Volkseigener Betrieb foi demolida.


Rheinmetall
Heinrich Ehrhardt nasceu em 17 de novembro de 1840 em Zelle St. Blasius faleceu em 20 de novembro de 1928 em Zella-Mehlo foi um inventor, industrial e empresário alemão. 

Teve 128 patentes registradas no Império Alemão abrangendo uma série de invenções. Em 1878, montou uma fa´brica de metais e armas em Zella St. Blasius.
1889
Neste ano, em 13 de abril, Heinrich Ehrhardt e um grupo de sócios, fundaram a empresa alemã Rheinmetall Metallwaren und Machinenfabrik Actiengesellschaft, em Düsseldorf a fim de assumir um contrato que a empresa de munições Hörder Bergwerks und Hüttenverein detinha com o governo.

No mês de dezembro deste mesmo ano, em ambientes alugados em Düsseldorf Talstrasse a empresa consegue produzir para o Ministério da Guerra, os projéteis empenhados e cumprir o contrato governamental. 
1892
Neste ano, em Düsseldorf-Derendorf a empresa construiu seus edifícios fabris e gradualmente se transforma numa grande empresa atuando em diversos ramos.
1914
No início deste ano, a empresa conta com cerca de 8 mil funcionários, porém devido ao evento da Primeira Guerra Mundial, a produção destinada a área de defesa e ataque bélico, houve a dobra para 14 mil pessoas neste setor fabril.
1918
No fim da Primeira Guerra Mundial havia cerca de 48 mil funcionários na empresa produzindo armamentos bélicos, como tanques de guerra. Após a Primeira Guerra Mundial, com as limitações impostas à Alemanha, pelo Tratado de Versalhes.

A Rheinmetall Metallwaren und Machinenfabrik foi proibida de produzir itens militares, quando então começou a produzir máquinas a vapor, locomotivas e equipamento de escritório.
1920
Heinrich Ehrhardt neste ano renunciou a liderança da empresa, deixando aos seus diretores as decisões a serem tomadas no que tange a este empreendimento.
1921
Neste ano, descumprindo o acordo do Tratado de Versalhes recomeçou em surdina a produção de armamentos militares juntamente com outras empresas, muitas destas do ramo mecanográfico, para satisfazer uma exigência da ascensão do Regime Nazista. Logo, o Terceiro Reich adquiriu participação majoritária na empresa.
1924
Neste ano, a empresa alemã Rheinmetall Metallwaren und Machinenfabrik, tem a denominação alterada para Rheinmetall AG.
1932
Neste ano, a empresa começou a fabricar máquinas de adição com dez chaves em diversos modelos.

1936
Neste ano, foram fundidas duas fabricantes de locomotivas, a August Borsig GmBh e a Rheinmetall para criar a Rheinmetall-Borsig.
1938
Neste ano, a sede da empresa mudou-se de Düsseldorf para Berlim, para ficar mais perto das decisões do governo nazista.
Segunda Guerra Mundial
Neste período, a empresa serviu aos fins bélicos do nazismo sofrendo as consequências desse atrelamento a finalidade tão obscura. Com o fim da guerra, as instalações da Rheinmetall ficaram sob a tutela do regime soviético.
1952
Neste ano, em 3 de junho, o governo da URSS, transferiu a fábrica da Rheinmetall em Sömmerda, a empresa RDA Volkseigener Betrieb, com a denominação de VEB Mechanik Büromaschinenwerk Rheinmetall Sömmerda, quando começou a produzir máquina de escrever e calculadoras de mesa, motores para ciclomotores Simson (SR1, R2 e Spatz) e câmeras.
1956/1958
Neste ano, houve a participação majoritária do grupo Röchling, e em 5 de maio de 1958 fundiu-se a empresa de processamento de dados, o consórcio Vereiningung Volkseigener Betrieb, VVB.

A Rheinmetall AG, continua a desenvolver vários produtos, não mais do ramo mecanográfico. 

Everestde Said a Everest
1920
Neste ano, é fundada na Itália a SAID - Società Anomina Industrie Dattilografiche, na via Friuli, em Milão, empresa do ramo mecanográfico que lançou a máquina de escrever Juventa.
1924
Neste ano, em 18 de fevereiro, a empresa obtém três patentes: n°s.: 228300, 228301 e 228302 tanto na Itália como nos Estados Unidos da América. Seguiu-se nesse tempo o lançamento do modelo 2, da Juventa.
1926
Neste ano, dá-se o lançado do modelo 3. (ao lado esquerdo, a  rara máquina de escrever Juventa)
1925
Neste ano, a empresa já conta com os modelos: Agar, Agar Baby, Ardito, Diadena e Fidat, contando com o projeto de Ítalo Brasa. Nesse período, a empresa foi denominada “S.A.B.S Società Anomina Brevetti Brasa”.
Everest
1932
Neste ano, um grupo de sete sócios, estimulados por Eliseo Restelli, todos saídos da SAID - Società Anomina Industrie Dattilografiche, investem cerca de 82 mil liras comprando na cidade italiana de Crema uma fábrica abandonada entre a via del Mulino e a via Le Santa Maria Della Croce, uma antiga fabricante de ferraduras e outros artigos de metais.

A empresa denominada como “Serio Officine Maccaniche di Precisione” montada com o fim de produzir máquinas de escrever e somadoras, atividade crescente mundialmente.
1934
Neste ano, após um detalhado projeto é fabricado o primeiro modelo, Everest 42, uma máquina de escrever manual, com teclado de quatro linhas, padrão definitivo, adotado a partir da Remington N2.

1935
Neste ano, a Serio Officine Maccaniche di Precisione adquiri a Sozzi-Inzado de Milão quando resolvem fabricar o modelo Alfa Everest.

(ao lado esquerdo propaganda de um representante em Paris e Nice, França)

1940
A partir deste ano, a empresa passa a ser conhecida com a marca Serio Everest, com um modelo, destacado em vendas, a Everest 42 em franca linha de produção contando com 509 trabalhadores, 26 funcionários em escritório, 63 agências de vendas distribuídas pela Itália, englobando algumas centenas de mecanógrafos treinados em cursos na fábrica para assegurar a garantia da marca Everest.
1950
Deste ano em diante, a empresa além de máquinas de escrever e somadoras, amplia a produção para aditivos elétricos de três etapas. Entretanto, a Segunda Guerra Mundial afetou a empresa, ao ponto de final desta década haver uma fase de estagnação afetando as finanças sem recursos de renovação na compra de maquinaria e ferramental para melhorar a linha de produção.
1960
Neste ano, a Olivetti adquiri a Serio Everest sem alterar a unidade fabril, permitindo a empresa, continuar com sua própria linha de produtos de forma independente. 

1967
Por volta deste ano, a Serio Everest, mesmo pertencente à Olivetti contava com cerca de 1600 funcionários.
1969/1970
Neste período, a marca Serio desaparece, a produção passa a ser inteiramente da Olivetti, que constrói nova fábrica, não muito distante do local da antiga Serio, na via Bramante, na cidade de Crema. Ao lado esquerdo, restaurante da Serio que continuou com a Olivetti para servir os funcionários.

Além de construir uma nova fábrica, a Olivetti criou uma vila para seus funcionários, seguindo uma tradição da filosofia comunitária pensado por Adriano Olivetti, com boas acomodações, instalações sanitárias, cuidados com a saúde dos empregados e familiares, restaurantes, área de lazer e outros dispositivos destinada para os trabalhadores e familiares.
1971
Neste ano, a Olivetti tinha 3150 trabalhadores em Crema, com um centro de pesquisas em pleno desenvolvimento de novos produtos.
1978
Neste ano, em Crema, o Centro de Pesquisas da Olivetti, projeta e fabrica o modelo de máquina de escrever eletrônica ET 101, a primeira máquina deste tipo no mundo.
1992
Neste ano, as instalações antigas de sucesso da Everest, então usadas pela Olivetti são fechadas definitivamente.

Inzadi
1935
Neste ano, é fundada a Sozzi-Inzadi, em Milano, Itália pelos sócios Angelo Sozzi e Giancarlo Inzadi. O projetista da Inzadi era Giancarlo Inzadi. A empresa Sozzi-Inzadi produziu a Alfa a primeira máquina italiana de teclado completo sediada em Milão na via Abruzzi, 52. 

O projetista Guiseppe Inzadi nasceu em Milão em 27 de julho de 1899. A data do seu falecimento é desconhecida. A marca Inzadi ficou muito conhecida e continuou até a década de 1960.

Com produtos distribuídos por Cesare Verona com sede em Turim

1938 
A produção continuou sob duas marcas a Office Serio da Everest e a Angelo Sozzi, com a saída de Inzadi. Depois da Segunda Guerra Mundial a empresa foi tomada por Aldo Bona. Abaixo, do lado direito uma somadora Inzadi modelo M 5, fabricada na década de 1960. 


Nakajima
A Teclas através do seu material documental e de pesquisa, retrata as mais diversas e insólitas marcas. Se uma marca consta no Acervo Museu Teclas fazemos buscas incessantes, para descobrir o fabricante e a cronologia de sua história. A marca em questão foi de dificultoso acesso, mas temos alguns informes.
1923
Neste ano, é fundada a Nakajima Seisakaushi fundada por Nobayoshi Nakajim na localidade de Azabu, Minato-ku Tóquio, no Japão.
1933
Neste ano, a empresa fundiu-se com a fabricante de máquinas de costuras All Lead Mishin Seisakusho.
1965
Neste ano, no mês de maio, começou a produzir máquinas portáteis.
Década de 1970
Nesta década os projetos são mais arrojados e resultam nos seguintes resultados: em maio de 1971, produção da primeira máquina elétrica, a M7500; em 1976, é lançado o modelo, M7800 e em 1978 dá-se o lançamento do modelo M8800.
1976
Neste ano, ainda dentro da década, o crescimento da empresa permitiu uma nova denominação para conquistar um mercado maior, sendo designado por Nakajima All Precision Co. Ltd.
1982
Neste ano, surge a primeira série de máquinas de escrever eletrônica, a AE300.
1983
Neste ano, resultou no lançamento de uma tentativa interessante: uma impressora usando margaridas. Esse projeto teve de curta duração. Não funcionou, pois imprimir por meio de margarida, requer uma velocidade controlada para não quebrar a roda de caracteres do sistema margarida. Os dados vêm da própria máquina e não de outro equipamento.

1988
Neste ano, a empresa é novamente renomeada para Nakajima All Manufacturing Co. Ltd. com instalações nos E.U.A. para fabricar máquinas de escrever eletrônicas. Foram produzidas cerca de 40.000 unidades. Existi um processo judicial nos E.U.A. envolvendo a Nakajima e a Smith Corona, empresa tradicional do ramo mecanográfico e fabricante de máquinas de escrever eletrônica. Esse processo pode envolver fabricação ou uso indevida de patentes. Abaixo, máquina de escrever portátil do Acervo Museu Teclas

A Nakajima All Group mantém no mercado entre seus produtos: impressoras térmicas, seladoras, máquinas escrever eletrônicas, terminal prático (leitor de código de barras) papelaria; máquinas de faturamento, caixas registradoras. Seu atual presidente é Hirofumi Goto.






12 comentários:

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  2. Excelente artigo! Acabo de comprar uma antiga Underwood 3 aui no Uruguai e gostaria de saber a diferença dela para a 5 nas décadas de 20 e 30. Não é a de 14´, é a standard. Obrigada!

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  4. Brilhante trabalho. Parabéns. Muitas dessas máquinas conheci bem por trabalhar com elas.

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  5. Que maravilhoso trabalho! Utilizarei como fonte para qualificar informações de peças do Museu. Se quiser fazer uma visita, ficarei muito feliz. www.museudosilvio.wordpress.com.

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    1. Boa Noite,
      Grato pelo reconhecimento. A mecanografia (comoé nossa tese..) influiu nos destinos humanos dos últimos 200 anos. Nosso bloque é aberto, sem fins lucrativos, mas um memoralismo de uma profissão que me permitiu tudo em amis de 50 anos. Nosso intuito é apenas um: deixar um legado da mecanografia para o futuro. Sou jornalista. Um colega nosso professor em univerdade nos disse que seus alunos nada sabem sobre máquinas de escrever...

      Um abraço.

      J R Pino

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  6. Bom trabalho, mas faltou mostrar alguns modelos e anos de fabricação.

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  7. Bom trabalho. naõ achei outros lugares que falam sobre as maquinas.

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  8. Prezado Sr. João Galde,
    Boa Noite.
    Falta sim. Tenho mais de mil máquinas. Por ex.: preparo uma Senta a alguns meses; entrou uma Adwel T904, conhece? Nosso objetivo é colocar um nº maior de exemplares e contar os caminhos que o ser humano chegou até utlizar mecanismos de escrita mecanizada. Acresci texto na ABA Cálculos para informar como nasceram os sinais convencionais matemáticos, como o sinal de + - X divisão.
    É um trabalho hercúleo, esmo tendo formação técnica mecanográfica e acadêmica em jornalismo.
    É uma satisfação que reveja quando quiser.

    Felicidades
    J R Pino

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  9. Prezado Sr. João Galde,
    Boa Noite.
    Falta sim. Tenho mais de mil máquinas. Por ex.: preparo uma Senta a alguns meses; entrou uma Adwel T904, conhece? Nosso objetivo é colocar um nº maior de exemplares e contar os caminhos que o ser humano chegou até utlizar mecanismos de escrita mecanizada. Acresci texto na ABA Cálculos para informar como nasceram os sinais convencionais matemáticos, como o sinal de + - X divisão.
    É um trabalho hercúleo, esmo tendo formação técnica mecanográfica e acadêmica em jornalismo.
    É uma satisfação que reveja quando quiser.

    Felicidades
    J R Pino

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